Está cada dia mais próximo o novo duelo entre Boca Juniors e Fluminense na final da CONMEBOL Libertadores neste sábado (4), às 17h (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+. A partida, porém, é um reencontro para alguns personagens.
No dia 31 de julho, véspera do início das oitavas de final, o time tricolor treinava no CT xeneize antes de enfrentar o Argentinos Juniors em Buenos Aires. No mesmo dia, Edinson Cavani era apresentado no Boca.
Eis que os dois eventos, de forma casual, causaram um inesperado e gigante encontro. Na saída do treinamento, Juan Román Riquelme, vice-presidente do clube argentino, encontrou alguns dos jogadores do Fluminense.
Entre fãs e velhos conhecidos do ex-meia, a conversa fluiu normalmente, com alguns atletas tricolores aproveitando para ‘tietar’ o lendário camisa 10, que foi buscar camisas do Boca para dar de presente a amigos.
Durante alguns minutos, Felipe Melo, Marcelo, Germán Cano e Paulo Henrique Ganso pararam para conversar com Riquelme. Em entrevista coletiva na última quarta-feira (1º), o camisa 14 relembrou com carinho do episódio.
“Primeiro eu queria agradecer a ele por abrir as portas do clube para a gente treinar. Depois ele veio nos dar um abraço, nos deu de presente uma camisa dele assinada. Roman é uma pessoa muito humilde, transparente. Ficamos conversando sobre o Boca. Ficará marcado no meu coração, não conhecia ele. Sabemos o que o Riquelme representa no mundo do Boca. Estarei sempre agradecido”, disse o argentino.
Em entrevista ao ESPN.com.br, Ganso também falou sobre o encontro, agradeceu ao ídolo argentino e revelou que o ex-meia também deu dicas para a partida contra o Argentinos Juniors.
"Foi uma surpresa maravilhosa. A gente sabia que ia treinar no CT do Boca. Não sabíamos que a gente ia encontrar com ele, com o Riquelme. Acabou tendo esse encontro, que foi no mesmo dia da apresentação do Cavani. Foi um momento muito legal, muito feliz, porque eu sou fã dele, sou muito fã do Riquelme. Um cara muito humilde, presenteou a gente com a camisa do Boca, autografou a camiseta", relembrou.
"Acho que é só agradecer esse carinho que ele teve conosco. Ele até falou um pouquinho, que a gente ia jogar contra o Argentinos Juniors, a gente até falou mais ou menos um pouquinho de como era o campo e de como era o jogo lá, o estilo de jogo lá. E eu acho que foi basicamente isso", acrescentou.
Um dos nomes que tinha deixado o campo antes da chegada do argentino foi o goleiro Fábio, que exaltou Riquelme. “Alguns já tinham saído do campo, eu não tive a oportunidade de estar ali naquele momento, mas a gente viu depois. E conversou com o Felipe, Marcelo, o Ganso estava ali, Cano. Ele passou lá, deixou as camisas, conversou, bateu um papo legal”.
“Uma referência do Boca, um cara que jogou muito bem ao longo da sua carreira, teve um destaque maravilhoso onde foi e é um cara referência, é importante para o futebol sul-americano. E a gente teve a oportunidade de vivenciar, de ver muitos jogos e é sempre bom ter essa oportunidade de conviver com essas pessoas que fizeram algo importante para o futebol e vivem até hoje tentando sempre melhorar o nosso esporte”, afirmou.
Encontros de Riquelme com o Fluminense vêm de longe
Lenda do Boca Juniors, Riquelme teve encontros com o Fluminense também como jogador.
Dos seis jogos que os dois times tiveram na história, o camisa 10 esteve presente em cinco, fora apenas da vitória por 2 a 0 no Rio de Janeiro na fase de grupos de 2012.
O retrospecto do argentino é negativo, com duas derrotas, dois empates e apenas uma vitória.
No primeiro enfrentamento, pela partida de ida da semifinal de 2008, em Avellaneda, o meia marcou os dois gols do empate em 2 a 2. Quatro anos depois, deu assitência para o único gol xeneize na derrota por 2 a 1 na Bombonera.
Onde assistir a Boca Juniors x Fluminense pela Libertadores?
Boca Juniors e Fluminense se enfrentam no dia 4 de novembro, às 17h, no Estádio do Maracanã, pela decisão da CONMEBOL Libertadores, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
