Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, explicou por que costuma usar a expressão “Real Madrid das Américas” quando se refere ao clube carioca. Em entrevista ao Uol, o dirigente negou que a fala carregue algum tipo de “arrogância” e atacou quem o critique pela comparação com o clube espanhol.
“Tolices. Acham que é arrogância. Não é”, iniciou Bap. “É seguir o exemplo de um clube que jamais negou suas origens, foi se reinventando ao longo de décadas sem jamais perder a relevância”, explicou.
“(O Flamengo) Cresceu sem se vender, monetizou suas forças, dentro e fora de campo. Vivemos uma era de pouca profundidade, então esses comentários rasos não têm nenhum impacto aqui”, disse Bap.
A fala sobre “Real Madrid das Américas” foi dita pelo mandatário em agosto de 2025, logo após o Flamengo ter fechado novo contrato de patrocínio com a Betano.
"A gente quer ser o Real Madrid das Américas. Não é soberba, isso é um elogio implícito ao que o Real conseguiu construir. Eles vivem uma realidade comercial e financeira diferente, mas o Flamengo está dando seus passos no Brasil, na região em que estamos inseridos", seguiu.
"E as coisas mudam no mundo. Quem sabe daqui a 10 anos onde nós estaremos? Sonhar grande e pequeno custa a mesma coisa, vamos mirar na lua porque, se errarmos, estaremos nas estrelas (risos)", brincou.
Desde então, a fala tem sido ironizada por alguns rivais do Flamengo, como Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Ambos mantêm uma relação bastante tumultuada nos bastidores, principalmente por conta da rivalidade entre os dois times nos últimos anos, o tema do gramado sintético, além de interesses comerciais envolvendo a Libra e a criação de uma liga no futebol brasileiro.
Neste ano, Leila ironizou a recente declaração de Bap sobre o Flamengo ser o “Real Madrid das Américas”.
“Quando interessa, temos que seguir a Premier League. Quando não interessa, como direitos de transmissão, aí não pode ser que nem a Premier League, porque o Flamengo é a mistura do Real Madrid, Barcelona e City. Todos juntos é o Flamengo. É um absurdo essa perseguição (ao gramado sintético), e sem comprovação científica nenhuma”, disse Leila em maio deste ano à TV Palmeiras.
