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Landim diz que Gabigol não é mais 'referência' no Flamengo e revela bastidores: 'Uma pena'

Ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim foi o convidado do “Charla Podcast”, do Youtube, desta quinta-feira (2), e falou sobre a saída de Gabigol do Rubro-Negro, ocorrida ao final de 2024, período no qual também terminou o mandato do antigo cartola.

O ex-mandatário falou sobre as idas e vindas das negociações de renovação com Gabigol e acusou o atacante que hoje defende o Santos de tentar “azedar” a comemoração do título da Copa do Brasil ao dizer após a vitória contra o Atlético-MG que não permaneceria no time carioca.

“Fiz uma proposta para ele [no Flamengo] ficar em cima do que ele propôs, só que por um ano. Foi um Gabigol até 2022”.

“Em 2023, ele teve um ano muito ruim. Em 2024 também vinha sendo [ruim]... E ainda teve um problema com o próprio Filipe na final (contra o Atlético-MG, na Copa do Brasil), um negócio inacreditável. Ele sai no intervalo, a gente bota o Bruno Henrique e o jogo mudou...”.

“Um clima complicado, primeiro campeão no estádio do Atlético-MG. O clima hostil que criaram para a gente, os autofalantes tocando hino do Atlético enquanto a gente estava comemorando, a pressão perto do vestiário, som alto dentro do vestiário... E a gente consegue vencer aquilo tudo, e a primeira declaração é de que ele não vai ficar mais. Até em respeito aos amigos dele...”.

“Todo mundo vestiu uma camisa especial comemorativa, ele foi o único que fez questão de não vestir. Ele tentou dar [azedada no clima]...acabou que ficou isolado. Até na sala de embarque, eu senti que os jogadores não estavam gostando do que ele estava fazendo”, explicou.

Apesar das críticas a Gabigol, Landim chegou a dizer até mesmo que “sente pena” de toda a situação de saída do atacante do Flamengo, mas entende que, atualmente, o atleta sequer seria uma referência do elenco, apontando nomes como Arrascaeta e Bruno Henrique.

“Eu entendo, teve as razões dele, estava frustrado porque achava que a gente deveria ter recontratado ele. A verdade é a seguinte: o nome do Gabigol está marcado na história do Flamengo, os títulos que tivemos, ele teve uma participação gigantesca”.

“Eu sinto pena, acho que se ele continuasse a ter o desempenho que vinha tendo, acho que tinha tudo para ser o jogador referência desse período vencedor do Flamengo. Eu não tenho a menor dúvida que hoje ele já não é mais. (Arrascaeta e Bruno Henrique) São os dois jogadores que tiveram presentes e tiveram participação gigantesca em todos os campeonatos e continuaram tendo...”.

“Quando você vai contratar um jogador, você não olha para trás, você tem que estar convencido olhando para a frente. O desempenho caiu, imagino que tenham outros fatores fora de campo que acabaram influenciando nisso. Eu sou obrigado a analisar o seguinte: qual o resultado ele está dando para o Flamengo? Pelos dois últimos anos, apesar de ser ídolo, não estou convencido...”.

Landim, por fim, apontou os detalhes de como seria o novo contrato de Gabigol com o Flamengo e comparou até mesmo com o terreno do Gasômetro, do novo terreno para a construção do estádio.

“Se não estiver errado, a ordem de grandeza do que seria o custo desse contrato do Gabigol seria o valor do terreno do Flamengo, R$ 180 milhões. Mais ou menos isso que o Flamengo iria gastar com esse contrato. Para botar um jogador que na verdade acabava sendo um problema quando não era escalado”.

“Era um ídolo, pressionava o técnico, e eu sentia alguns momentos em que ele não estava passando por momento bom, e os técnicos ficavam acuados, ele era muito grande no clube. Ele acabava entrando no time sem que o técnico tivesse a certeza de que era a melhor solução”, finalizou.

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