O procedimento investigatório criminal aberto pelo Ministério Público de São Paulo para apurar a contratação de uma empresa de segurança supostamente irregular pelo Corinthians teve desdobramentos.
Presidente do clube, Osmar Stabile passou à condição de investigado dentro do processo em aditamento feito pelo promotor Cassio Roberto Conserino.
As atenções se voltaram ao dirigente alvinegro após o MP colher depoimento de Fábio Soares, ex-diretor administrativo, indicando o presidente como autor da decisão da contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda para cuidar, de forma emergencial, da segurança do clube entre setembro e outubro de 2025.
A empresa, constituída em 3 de julho daquele mesmo ano, pertence a Fernando José da Silva, o “Nandão”, que é apontado pelo Ministério Público como um funcionário do clube, ocupando o cargo de coordenador operacional.
Foram emitidas três notas fiscais da Mega Assessoria Operacional Ltda ao Corinthians (R$ 244.627,66, R$ 208.350,00 e R$ 223.650,00), totalizando R$ 676,6 mil.
A investigação do MP buscava apurar incialmente a razão de a empresa prestar serviço de segurança privada sem autorização da Polícia Federal, além de atuar sem contrato formal assinado com o Corinthians.
O Ministério Público de São Paulo agendou interrogatório de Osmar Stabile para o dia 23 de junho.
Há ainda a expectativa de que novas diligências sejam autorizadas pelo órgão para detalhar a exata atuação de Fernando José da Silva no Corinthians.
A alegação do clube é de que a Mega Assessoria Operacional Ltda foi contratada em caráter emergencial após a invasão à sala da presidência do Corinthians em 31 de maio de 2025, no caso que levou à expulsão do ex-presidente Augusto Melo e outros coelheiros.
