Nascido na Somália, Omar Artan foi escalado pela Fifa para trabalhar na Copa do Mundo, mas assim que desembarcou nos Estados Unidos pegou um voo de volta para o país natal. Isso porque as autoridades locais não permitiram que ele entrasse nos EUA.
Ele era um dos 52 árbitros escolhidos pela Fifa. A escala ainda tem 88 árbitros assistentes e 30 árbitros de vídeo. Dentre os africanos da lista estão Pierre Atcho (Gabão), Dahane Beida (Mauritânia) e Jalal Jayed (Marrocos).
"A Fifa confirma que o profissional de arbitragem Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026 após ter negada sua entrada nos Estados Unidos. A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento", comunicou a entidade máxima do futebol.
Nascido Omar Abdulkadir Artan, o somali natural da cidade de Mogadishu tem 34 anos e atua como árbitro desde 2018. O currículo inclui jogos importantes, como a final da CAF Champions League (Liga dos Campeões da África) entre FAR Rabat e Mamelodi Sundowns, em 24 de maio deste ano, o Mundial sub-20 de 2025, também organizado pela Fifa, e a Copa Africana de Nações.
O árbitro somali possuía visto, de acordo com Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes do país. "Ele é um dos árbitros mais respeitados da África. Barrar a entrada nos EUA e impedi-lo de trabalhar prejudica não apenas a ele, mas também mina o compromisso do futebol com a imparcialidade e o espírito de fair play", declarou à agência AFP.
Onde assistir à Copa do Mundo?
Todos os jogos da Copa do Mundo terão transmissão ao vivo da CazéTV, disponível sem custo adicional no Disney+.
