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'Carrasca' do Brasil se aposentou da seleção da França em boicote, mas retornou como capitã abraçada por Mbappé

O Brasil foi derrotado neste sábado (29) por 2 a 1 pela França na 2ª rodada da Copa do Mundo feminina. Autora do gol da vitória, Wendie Renard não brilha somente dentro das quatro linhas.

A equipe europeia chegou ao Mundial liderado por uma das melhores zagueiras do mundo, responsável por causar uma verdadeira revolução nos bastidores da seleção.

Aposentadoria, protesto e retorno com apoio de Mbappé

Há quatro meses, a Renard anunciou aposentadoria da seleção, com críticas à organização do time, então comandado por Corine Diacre, colocando em xeque até mesmo a sua participação na atual edição da Copa.

Em um post nas redes sociais, a atleta deixou claro que, em prol da saúde mental, não podia mais apoiar o sistema em que a equipe se encontrava e, por isso, estava saindo.

‘‘Amo a França mais que tudo, não sou perfeita, longe disso, mas não posso mais apoiar o sistema atual, que está longe dos requisitos dos mais altos níveis. É um dia triste, mas necessário para preservar minha saúde mental. É com o coração pesado que venho informar minha decisão de deixar a seleção francesa’’, explicou.

Renard iniciava um verdadeiro boicote à seleção. Kadidiatou Diani e Marie-Antoinette Katoto, também destaques, seguiram o mesmo caminho e deixaram a delegação.

Foi então que a Federação Francesa de Futebol decidiu pela demissão de Diacre e trouxe o novo técnico Hervé Renard, conhecido por comandar a vitória da Arábia Saudita sobre a Argentina na Copa do Qatar.

Na época, Renard ainda recebeu o apoio de Kylian Mbappé. O astro dos Bleus saiu em defesa da jogadora e demonstrou sua torcida para que ela retornasse ao time.

"Falei brevemente com Wendie Renard nos troféus The Best. Ela teve seus motivos. Alguns vão pensar que a forma foi inadequada, mas ela tive seus motivos. Agora cabe a ela voltar para a seleção da França, é importante. Vamos apoiá-la e torcer para que tudo volte ao normal", disse o atacante em entrevista coletiva na época.

E ela voltou. Com a chegada do novo treinador, a veterana foi novamente integrada ao elenco e reassumiu a braçadeira de capitã.

O que poderia servir de grande abalo fez Renard chega mais forte do que nunca para disputar a sua 4ª Copa. Ela já conquistou sete Champions League e participou de duas Olimpíadas, mas busca o título mundial inédito para a sua carreira.