Leonardo Gaciba disse a Fifa quer chegar a 60 minutos de média de bola em jogo na Copa do Mundo do Qatar
Um fato que vem chamando a atenção de muita gente neste início de Copa do Mundo é o tempo de acréscimos que os juízes estão dando. Mas se engana quem pensa que isso é uma coincidência. A tendência é que essa "regra" se estenda para o restante do Mundial.
Em participação no SportsCenter, o comentarista de arbitragem Leonardo Gaciba explicou que se trata de uma orientação da Fifa para os árbitros para que a média de bola rolando por partida chegue a 60 minutos, superando a da última Copa.
"A Fifa fez uma aferição de todo Mundial passado e estava com uma média de 53, 54 minutos de bola em jogo. E ela quer chegar a 60. Para isso, a melhor forma que tem durante o jogo é agilizar a partida, mas o tempo que for perdido eles (árbitros) têm que recuperar no fim", disse Gaciba.
O maior exemplo disso foi o jogo entre Inglaterra e Irã, realizado nesta segunda-feira (21) e apitado por Raphael Claus. Ao todo, o árbitro brasileiro deu 29 minutos de acréscimos - 15 no primeiro tempo e 14 no segundo.
"Estão pedindo uma atenção muito grande também para essas concussões, os choques de cabeça, inclusive trocando o protocolo. No jogo do Claus, pela primeira vez, tivemos seis alterações realizadas por um time em um único jogo. O goleiro do Irã acabou se machucando, teve que ser substituído e não entrou no bojo de substituições. Esses tempos todos estão sendo recuperados", destacou Gaciba.
Além de Inglaterra e Irã, os outros dois jogos realizados até aqui na Copa do Mundo também tiveram acréscimos consideráveis: 14 minutos em Senegal x Holanda e 11 minutos em Qatar x Equador.
