Azpilicueta, em seu terceiro Mundial, acredita no potencial de atletas como Gavi, Pedri e Ansu Fati, entre outros
A Espanha é uma das seleções mais jovens da Copa do Mundo, com jogadores como Pedri e Gavi, com 19 e 18 anos, respectivamente. A inexperiência, porém, não é tida como problema dentro do grupo.
César Azpilicueta, multicampeão pelo Chelsea e já em sua terceira Copa do Mundo, tendo atuado por anos ao lado de atletas como Xavi e Iniesta, grandes símbolos da geração mais vencedora da seleção espanhola, confia bastante na maturidade de seus atuais colegas.
"Nós mais velhos temos mais experiência, mas os mais jovens são muito autoconfiantes. Sempre lembro do Gavi, que, com 17 anos, chegou à Nations League com muita ousadia. Eu com 17 anos não tinha toda essa ousadia", lembrou ele.
Segundo o defensor, o grupo espanhol é muito talentoso, mas é um jogador em especial que pode fazer a diferença para a seleção sonhar com seu segundo título mundial: "Ansu Fati é um jogador que desequilibra. Ele faz coisas diferentes. Ele pode acrescentar muito à equipe. É um jogador muito jovem. Mas, apesar de sua juventude, tem ousadia para jogar. E também muita facilidade para driblar os jogadores, buscar gols e até deixar os companheiros na cara do gol. É um jogador muito importante. Tem um grande futuro."
E se anos atrás a Espanha ganhou absolutamente tudo, com as Eurocopas de 2008 e 2012 e a Copa do Mundo de 2010, as últimas campanhas foram decepcionantes. Azpilicueta acredita que chegou a hora da equipe voltar aos trilhos. Principalmente pelas mudanças causadas com a chegada do técnico Luis Enrique.
"Fiquei dois anos e meio fora da seleção. Quando voltei, vi um ambiente que ainda não tinha vivenciado. Essa ligação aconteceu em momentos muito delicados durante a Eurocopa. Conseguimos nos conectar com as pessoas, e essa união faz diferença. O Luis Enrique é assim. Sabemos que ele confia em nós e na ideia de jogo. Somos uma das poucas equipes que jogam sempre igual. Luis Enrique transmite as suas ideias com muita clareza e sempre tenta proteger o grupo. Somos um grupo jovem, mas que também tem experiência."
O treinador, que comandou o trio MSN (Messi, Suárez e Neymar) no Barcelona no inesquecível ano de 2015, com os títulos de LaLiga e da Champions League, decidiu inovar e em seu primeiro Mundial como treinador (ele jogou em 1994, 1998 e 2002), apostou no streaming e, através da internet, está fazendo lives diárias após os treinos da equipe. Na sexta-feira (18), ele cumpriu sua promessa e entrou ao vivo pela primeira vez no Qatar, reunindo quase 200 mil pessoas de forma simultânea durante a transmissão.
Para Azpilicueta, a ideia foi surpreendente para todo o grupo de jogadores, mas é boa para conectar a seleção com os mais jovens: "É bem natural! Eu seria incapaz (de fazer streaming). As pessoas estão ansiosas por novos formatos. Jamais imaginaríamos isso vindo do Luis Enrique! Mas a verdade é que as pessoas esperam algo diferente. Você tem que se adaptar às novas gerações. Se trata de se conectar e falar de uma forma natural (com os torcedores). com certeza ele vai continuar dando um espetáculo."
