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Acomodado? Ceni responde, diz se trabalho no Bahia está no limite e desabafa: 'Nunca tive preguiça de trabalhar'

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Rogério Ceni desabafa após mais um jogo sem vencer do Bahia: 'Você abandonaria sua profissão se alguém te ofendesse?' (3:02)

Treinador abriu o jogo após mais uma partida sem triunfo do Esquadrão (3:02)

O Bahia empatou com o Grêmio neste domingo (17), em 1 a 1, na Arena Fonte Nova, e ampliou sua sequência sem vitórias no Campeonato Brasileiro. Agora, o time de Rogério Ceni está há cinco partidas sem vencer na competição.

Após a partida, que fez o Tricolor de Aço cair para a sétima posição, com 23 pontos, o treinador do time baiano foi questionado se o seu trabalho atingiu o “limite”. Ceni está no Bahia desde o final de 2023.

“Se o meu limite for o que aconteceu hoje, então esse, realmente, é o limite. Ter sete oportunidades claríssimas de gol. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não”, analisou o técnico – seu time finalizou 17 vezes, contra três do Grêmio.

“Eu trabalho muito todos os dias. Eu saio de casa sete da manhã, chego sete da noite. Eu monto o treino, dou o treino, assisto o treino após ele, assisto o adversário, apresento correções, estudo a melhor maneira para jogar contra um adversário. Se o teto é você ter todas as possibilidades de ganhar o jogo, mas a bola não entrar, por ela bater na trave, o goleiro fazer defesas, aí considero um teto, mas foge do meu controle”, completou.

Depois de conquistar o Campeonato Baiano no início do ano, ao bater no Vitória, o Bahia viu sua temporada desandar aos poucos. O primeiro baque foi a eliminação na fase prévia da CONMEBOL Libertadores, para o O’Higgins. Já o mais recente foi a queda para o Remo, na quinta fase da Copa do Brasil. Agora, a equipe vem de sete partidas sem vencer.

“(São) Momentos chaves da temporada, como na eliminação para O’Higgins, (onde) tínhamos ausência de David e sofremos na construção. O que saiu do tom foi o jogo do Remo. Por mais que controlamos o jogo, o resultado é preponderante no final”, disse.

Questionado se pediria para sair do comando do Bahia, Rogério Ceni afirmou que não e pediu apoio dos torcedores.

“Você abandonaria sua profissão se alguém te ofendesse? Fecharia o seu canal por uma ofensa? Se ponham neste lugar. Você largaria o seu trabalho por ser ofendido? Se você ama ele, claro. A vida consiste muito nisso, do que você é apaixonado. Eu sei que tenho capacidade, sei que os atletas acreditam em mim, que o modelo de jogo é bom, que você tem lesões, saídas de jogadores”, afirmou.

“Eu tenho 36 anos de carreira. Se você perguntar aonde fui, uma coisa que nunca fui é acomodado e nunca tive preguiça de trabalhar. Ao contrário do que muitos pensam, eu gosto muito de estar no Bahia. Gosto do desafio. É pesado para qualquer um não conseguir vencer os jogos, cair de produção, mas estou aqui à disposição para continuar trabalhando até quando entenderem”, completou Ceni.

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