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Seis números que ajudam a entender melhora do São Paulo após trocar Zubeldía por Crespo

Dos arredores da zona de rebaixamento até a primeira metade da tabela do Brasileirão – ainda que com jogos a mais do que muitos concorrentes diretos. Talvez nem o torcedor mais otimista esperasse que o São Paulo desse um salto na tabela duas semanas depois de ser inteiramente dominado pelo Flamengo, no Maracanã, no primeiro jogo após o Mundial de Clubes.

Essa partida marcou a estreia de Hernán Crespo, escolhido pela diretoria para substituir Luis Zubeldía durante o recesso. São apenas cinco jogos sob comando do ex-atacante argentino, mas os resultados apontam para uma evolução.

Zubeldía deixou o Morumbis com a segunda melhor campanha da CONMEBOL Libertadores, mas, no Brasileirão, vinha de derrotas seguidas para Mirassol, Bahia e Vasco. Depois de começar o trabalho com novo revés, Crespo agora ostenta quatro partidas de invencibilidade e três vitórias consecutivas, sobre Corinthians, Juventude e Fluminense.

O que mudou? É cedo demais para qualquer análise definitiva, mas seis números do DataESPN, departamento de estatísticas e pesquisa da ESPN, ajudam a entender a volta por cima do Tricolor.

Gols marcados

Zubeldía dirigiu o São Paulo em 12 rodadas do Campeonato Brasileiro, período em que o time marcou dez gols. A média de 0,83 foi dobrada com Crespo. Em cinco jogos com o novo técnico, o Tricolor balançou as redes oito vezes, uma média de 1,60.

Finalizações certas

Para fazer gols, é preciso chutar acertadamente. Nos tempos de Zubeldía, o São Paulo tinha uma média de 3,4 arremates certos por jogo no Brasileirão. A melhora com Crespo é leve: agora, o time acerta quatro finalizações em média.

Grandes chances

Criar oportunidades claras de gol era uma dificuldade na reta final do trabalho de Zubeldía. Em 12 jogos com o ex-técnico, o São Paulo tinha 2,4 chances de média por partida. Desde a chegada de Crespo, tal número subiu para 3,8.

Conversão de grandes chances

Não adianta criar se não for de maneira certa. Essa talvez seja a grande diferença. Se com Zubeldía o São Paulo convertia 24,1% de todas as oportunidades que produzia, agora com Crespo a média subiu para 36,8%. Significa dizer que é um time que aproveita melhor o que faz no ataque.

Gols sofridos

Outro dado importante, agora do outro lado do campo. O São Paulo de Zubeldía tinha uma média de gols sofrido superior a um por partida: foram 14 em 12 jogos. A estatística diminuiu com Crespo: cinco tentos apenas, sendo quatro nos primeiros jogos, contra Flamengo (derrota por 2 a 0) e Red Bull Bragantino (empate por 2 a 2).

Finalizações certas sofridas

Parte da melhora defensiva é evitar que os adversários ameacem o gol de Rafael, o que os números comprovam. Na era Zubeldía, o São Paulo tinha em média quatro chutes contra o próprio gol. Desde a chegada de Crespo, a estatística baixou para 3,4.

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