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Ex-presidente do Botafogo vê 'passo maior que a perna' de Textor e crê em 'muita chance' de Marinakis como sócio: 'Cara tem bala'

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SAF Botafogo, Eagle e Textor: entenda 'briga' nos bastidores do clube que foi parar até na Justiça (1:14)

ESPN traz últimas atualizações de imbróglio que agitou bastidores do Botafogo nesta segunda-feira (4) (1:14)

Ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro deu detalhes sobre a turbulência envolvendo John Textor, Eagle Football e a SAF do clube carioca.

Sincero, o ex-mandatário afirmou que o empresário norte-americano deu um ''passo maior que a perna'' quando esteve à frente do Lyon, da França.

Textor foi retirado da presidência do clube francês após o time continuar na primeira divisão, em meio às ameaças de rebaixamento por causa de graves problemas financeiros.

Na época, o combinado entre os sócios da Eagle era de cortar qualquer relacão com o americano. Tal ideia, inclusive, foi bastante defendida pela Ares, uma das empresas que emprestou dinheiro para Textor comprar o Lyon em troca de 40% das ações da empresa multiclubes. No fim, o empresário acabou completamente afastado, e Michele Kang assumiu o controle do Lyon.

''John Textor sempre teve um sonho, mesmo com essa paixão pelo Botafogo, de ter uma rede de clubes importantes e de fazer um IPO. De crescer a empresa dele, colocando a empresa na bolsa de Nova York. E ele deu um passo, na minha opinião, um pouco maior que as pernas. Ele resolveu comprar o Lyon, foi a um grupo de investidores, que por acaso é um fundo que se chama Ares, pegou US$ 450 milhões e entrou no Lyon. Não sei o que ele encontrou pela frente, do passado, etc. Pelo menos no Botafogo ele não teve nenhuma surpresa. Todo o trabalho que ele fez antes, de auditoria, de levantar coisas, de entregar todos os números, ele não encontrou nenhuma surpresa. Nenhum esqueleto dentro dos armários. O clube foi super correto e ele reconhece isso até hoje'', declarou Montenegro.

Na visão de Montenegro, Textor errou em bater de frente com os sócios, federações e até mesmo com Nasser Al Khelaifi, dono do PSG.

''O John Textor lá na França, teve problemas, começou a bater de frente. Bateu de frente com a televisão, porque ele também estava interessado em ter o contrato das transmissões. Bateu de frente com a Federação da França. O dono do Paris Saint-Germain também teve desavenças com ele. E isso tudo criou dificuldade. E ele saiu de lá com torcida do Lyon, ao contrário do Botafogo, não gostando dele'', continuou.

Marinakis como sócio

Em crise com os outros sócios da Eagle Football, Textor criou uma empresa nas Ilhas Cayman chamada ''Eagle Football Group'' para tentar levar a SAF do Botafogo para o paraíso fiscal.

Para isso, o americano contou com o apoio financeiro de Evangelos Marinakis. O grego, dono de uma rede multiclubes que tem até o Nottingham Forest, da Inglaterra, foi acionado para levantar as cifras e ajudar Textor a separar de vez o Glorioso da Eagle Football.

Sem citar muitos detalhes, Montenegro mostrou-se confiante na relação entre Textor e Marinakis.

''O grego é uma pessoa polêmica. Muitas pessoas polêmicas estão no futebol. Uma pessoa que é polêmica, herdeiro, tem muito dinheiro, dono do Nottingham Forest, dono do Olympiacos. O cara tem bala, tem carisma, tem isso. O Textor conhece, tem o cheiro das pessoas certas para fazer parceria com ele, entendeu? Agora, às vezes dá certo, às vezes dá errado. Então, eu acho que não adianta ficar falando sobre isso, porque a gente não sabe os detalhes'', afirmou.

''Tem muita coisa pequena, detalhes de advogados, de datas disso, daquilo. E você ainda tem um outro problema, né? Porque você tem um caso aqui na justiça brasileira e deve ter também esse caso na justiça americana. E, às vezes, até na justiça inglesa. Ou na justiça francesa. Então, às vezes, alguém pode perder em um lugar e ganhar em outro. Mas o importante é o Botafogo seguir em frente, com os executivos que tem. E vai ter uma hora que alguém vai ser o dono das ações, dos 90% das ações do Botafogo'', completou.

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