Sem clube desde que deixou o comando do Al Nassr, da Arábia Saudita, em setembro deste ano, Luís Castro ainda é alvo de perguntas a respeito sobre sua polêmica saída do Botafogo, em 2023. Em entrevista à “Rádio Comercial”, de Portugal, o treinador explicou por que optou por deixar o Glorioso e ir para a Arábia Saudita.
"Gostaria, um dia, de treinar uma seleção, não digo a portuguesa, e sei que estava ali um passo: treinar Cristiano Ronaldo, Mané, Alex Telles,..., jogadores de seleção. Pensei num upgrade da minha carreira”, iniciou.
“Mas não me esqueço do último jogo pelo Botafogo, já se desconfiava: já tinham tirado a minha foto...a minha decisão foi fundamentalmente por prestígio da minha carreira, financeiramente já estava bem no Brasil. Mas é difícil tomar uma decisão....não me arrependi porque era um objetivo que eu tinha", explicou.
Luís Castro brincou ainda a respeito de como se acostumou com os protestos vindos das arquibancadas do Nilton Santos quando estava à frente do Botafogo.
"A primeira vez que ouvi o estádio todo me mandou 'tomar no...' [risos]. Disse logo 'o que é isto? Não estou para isto!'. É muita emoção num estádio cheio! Depois habituei-me àquilo [risos]. Mas quem me insultava depois na rua abraçava-me. Na Ucrânia e na Arábia passavam ao lado", brincou o português.
A saída de Luís Castro do Botafogo é apontada como uma das grandes razões que levaram o time carioca a perder o Brasileirão daquele ano.
Com o passar dos meses, o time teve nada menos do que quatro treinadores: Cláudio Caçapa, Bruno Lage, Lúcio Flávio e Tiago Nunes, viu a vantagem que tinha na liderança da competição ruir e terminou no 5° lugar, com 64 pontos.
Próximos jogos do Botafogo
Criciúma (C) – 18/10, 20h (de Brasília) – Brasileirão
Peñarol (F) – 23/10, 21h30 (de Brasília) – CONMEBOL Libertadores
Red Bull Bragantino (F) – 26/10, 19h (de Brasília) – Brasileirão
