Não era à toa que a torcida do São Paulo gostava de falar: "Todos têm goleiro, mas só nós temos Rogério Ceni".
O antigo camisa 01 do Morumbi é dono de vários recordes ao longo da carreira, incluindo no Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet . No total são sete conquistas: uma Bola de Ouro (2008) e seis de Prata (2000, 2003, 2004, 2006, 2007, 2008).
"Se você olhar a história desde o começo é o prêmio mais antigo e significativo do futebol brasileiro. Muita gente boa e ídolos que eu via jogar quando garoto venceram. Pude disputar 18 ou 19 Brasileiros e tive o privilégio de ter sido escolhido por seis vezes o melhor jogador da minha posição", disse Ceni, ao ESPN.com.br.
O antigo arqueiro diz que guarda com carinho as premiações recebidas pelo significado de cada conquista ao longo de sua trajetória.
"É um prêmio que todos os jogadores ostentam em um lugar especial na sua coleção e para mim não foi diferente. Todas tiveram um sabor especial. Desde o começo da carreira até o último prêmio quando vencemos o tricampeonato brasileiro pelo São Paulo. É o maior prêmio em representatividade para um atleta no futebol brasileiro".
Agora no comando do Fortaleza, ele terá a chance de colocar mais uma Bola de Prata em sua coleção: a de técnico.
"Eu acho que poder estar presente em um grupo seleto de treinadores que inicia a competição. Acho até meio fora de questão neste momento concorrer como melhor treinador. Mas fico feliz de estar em um espaço ocupado por tanta gente boa e tantos treinadores consagrados, que conquistaram títulos importantes como Libertadores e comandaram a seleção, trabalharam em Copa do Mundo", contou.
Ceni começou como técnico no São Paulo em 2017, no qual permaneceu por alguns meses. No ano seguinte, ele foi para o Fortaleza, recém-promovido à Série B do Brasilerio.
Após o trabalho de destaque no time tricolor, ele recebeu ofertas algumas no decorrer do ano passado e foi especulado no Atlético-MG neste ano. Apesar disso, permaneceu no Fortaleza para dar continuidade ao trabalho. No período, venceu a Série B do Brasileiro no ano passado e o Cearense de 2019.
"É um privilégio porque o time que represento hoje nós trouxemos da Série B para a Série A no ano passado. Claro, que com muita alternância de jogadores, mas fico feliz. Venho de um trabalho de 16 meses à frente de uma mesma equipe no futebol brasileiro. Tem um valor especial. Nós vamos participar e ganhar experiência cada vez mais com treinadores que já tem uma carreira consagrada", analisou.
Recordista da Bola de Prata, Rogério Ceni está à frente de Zico, Júnior e Renato Gaúcho, que detêm cinco prêmios cada um. Com sete prêmios no total, o técnico do Fortaleza está atrás no quesito somente de Zico, com nove bolas (duas de Ouro, cinco de Prata e duas como Artilheiro).
A estreia do Fortaleza será contra o Palmeiras, atual campeão brasileiro, neste domingo (28/04).
Bola de Prata
A premiação anual foi idealizada pelos jornalistas Michel Laurence e Manoel Motta na revista Placar. Ela foi criada logo após a conquista da seleção brasileira na Copa do Mundo do México, em 1970. Lembrando que Pelé e Neymar são donos do prêmio "Hors Concours". A premiação do Bola de Ouro, dada ao jogador com maior média do torneio, só foi criada em 1973.
O prêmio para treinadores foi criado em 2016, com o nome de Prancheta de Prata. O primeiro vencedor foi Cuca, do Palmeiras. Em 2017, com o nome de Prêmio Telê Santana, Fábio Carille, do Corinthians, foi o vencedor. Ano passado Luis Felipe Scolari conquistou.
Neste ano a premiação mudou para Bola de Prata para técnicos.
