Grazi, do Corinthians, foi a vencedora do Prêmio Reflexões no Bola de Prata de 2022 por conta de suas contribuições extra-campo durante a carreira
Craque. Líder. Capitã. Pioneira. Campeã. Todas essas palavras podem ser usadas para definir Grazi, a vencedora do Prêmio Reflexões no Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet de 2022.
Aos 41 anos, a meia tem uma das carreiras mais brilhantes da história do futebol feminino. Envolvida com a modalidade desde o 7 anos, quando começou a jogar na escolinha do seu pai, em Brasília, Grazi se mudou para São Paulo aos 15, quando foi jogar no Saad. Não demorou até que ela chamasse atenção das grandes equipes e sua primeira oportunidade de vestir uma camisa de peso veio no São Paulo.
Depois, passou pela Portuguesa e rodou a cidade de São Paulo, antes de ir para no litoral para jogar pelo Santos. Na Vila Belmiro, deixou seu nome na história ao vencer a Copa do Brasil de 2009, a Conmebol Libertadores de 2009 e 2010 e os Paulistas de 2010 e 2011.
Neste período, ainda houve tempo para vestir a camisa da seleção brasileira e ser campeã Pan-Americana em 2007, no Rio de Janeiro, além de prata nas Olimpíadas de Atenas, em 2004 - ao longo da carreira, foram duas Olimpíadas (2004 e 2012), dois Pans (2007 e 2011) e três Copas do Mundo (1999, 2007 e 2011).
Depois de deixar a equipe do litoral paulista, teve outras duas passagens pelo Canindé antes de chegar ao Corinthians, em 2016, quando a equipe alvinegra começava sua parceira com o Osasco/Audax.
Em seis anos no Parque São Jorge, a camisa 7 escreveu seu nome na história. Até aqui, são quatro títulos do Campeonato Brasileiro (2018, 2020, 2021 e 2022), duas Libertadores (2019 e 2021), três Paulistas (2019, 2020 e 2021) e a Supercopa do Brasil. Desde 2020, ela divide com Tamires a faixa de capitã do clube.
A importância de Grazi, porém, ultrapassa as quatro linhas. Na semifinal da Libertadores de 2021, o Corinthians goleou o Nacional, do Uruguai, por 8 a 0. O resultado elástico, porém, não foi o momento mais marcante daquele 16 de novembro.
Durante a partida, a atacante Adriana foi vítima de uma injúria racial por parte de uma jogadora da equipe uruguaia. Quando balançou as redes para fechar a goleada, Grazi não teve dúvidas. Reuniu sua equipe e, assim como Sócrates, levantou os punhos em protesto contra o racismo.
Acostumada a desafiar o status quo desde que ainda era uma criança que jogava bola nas ruas da Capital Federal, Grazi derrubou todas as barreiras possíveis para se consolidar como uma das atletas mais importantes da história do esporte brasileiro e, por isso, é a vencedora do Reflexões de 2022.
