A cada toque na bola, os pés de Gavi chamam a atenção não apenas pelo enorme talento. O meia do Barcelona, que enfrenta o Real Madrid pela semifinal da Copa do Rei nesta quinta-feira (2), com transmissão ao vivo pela ESPN, não gosta de amarrar os cadarços das chuteiras.
Seja nos treinos ou nos jogos, é muito comum o espanhol estar com os cordões soltos. Ele cultiva o estranho hábito desde menino em seu primeiro clube, o La Liara Balompié, quando ainda não sabia fazer nós.
Até hoje Gavi é alvo de brincadeiras dos colegas de Barça por causa disso. Nico González já tirou sarro do jovem pelas redes sociais.
"Sempre jogou com as chuteiras desamarradas. Hoje em dia, ele deve saber amarrar, mas quando ele era garoto éramos nós que amarrávamos. Depois de um tempo de jogo, os cadarços estavam desamarrados e nós o chamávamos para amarrar, mas ele era incapaz de parar de jogar para amarrar os cadarços. O mais curioso é que nunca tenha tropeçado com eles soltos", disse Manuel “Batalla” Basco, primeiro técnico de Gavi, à ESPN.
O meia, natural Los Palacios y Villafranca, uma pequena cidade de 38 mil habitantes que fica perto de Sevilla, começou no futebol no La Liara Balompié. Foi no clube que Pablo Páez Gavira virou Gavi, pois já havia outro Pablo no time.
"Chegou aqui com seis aninhos em uma equipe de pré-mirim que tínhamos e fomos sendo surpreendidos a cada dia. À medida que a partida avançava, Gavi se fazia mais forte e se diferenciava mais dos outros garotos porque tinha um físico portentoso. Normalmente os jogadores da nossa cidade são assim aguerridos, brigadores. Isso já eles trazem no gene", disse Manuel.
Por conta disso, o meia deu um salto ao mudar-se para o Betis antes de chegar a base do Barcelona, aos 11 anos. Com muito talento e luta, o jovem estreou nos profissionais em 2021, com apenas 17 anos.
Não demorou para ser chamado para a seleção espanhola e virar o jogador mais jovem a estrear - e a fazer um gol - com a camisa da "Fúria". Na Copa do Mundo do Qatar, ele foi titular da equipe comandada pelo técnico Luis Enrique, seu sogro.
"Tento dar o máximo de mim, tanto dentro como fora de campo. E sempre fazer o que me pede o técnico para ir melhorando", disse Gavi à ESPN.
Em 2022, ele recebeu o prêmio Golden Boy, concedido ao melhor jogador jovem do mundo. Para não perder a joia, o Barcelona assinou um contrato com Gavi até 2026 e colocou a multa em um bilhão de euros (cerca de R$ 5,5 bilhões).
"Um jogador com muito potencial, que tem muita vontade de ajudar a equipe e não dá nenhuma bola como perdida. Isso te contagia ao ver que está lutando em todas jogadas e querendo ajudar", disse Pedri, do Barça, à ESPN.
É com toda essa paixão que o meio-campista passou a vestir esse ano a camisa 6, que um dia foi do seu atual treinador.
"Ninguém ganha de Gavi. É passional, pura paixão e coração. Motiva e contagia seus companheiros. Aos 18 anos, coloca personalidade em tudo que surpreende", diz Xavi.
O jovem é o presente e o futuro do Barça. Além disso, é referência na pequena cidade que nasceu.
"As crianças veem Gavi pela televisão, pelas redes sociais. É Gavi de Los Palacios! Ele vem pouco, mas aproveita. As crianças vão até a casa dele ou tentam buscá-lo onde seja. E se vem assistir a uma partida ficam: “Aí está Gavi, aí está Gavi!'", disse Ana Basco López , treinadora de Gavi no Liara, à ESPN.
Próximos jogos do Barcelona:
Real Madrid (F) - quinta-feira (02/03), 17h (de Brasília) - Copa do Rei - Com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+
Valencia (C) - domingo (05/03), 12h15 (de Brasília) - LaLiga - Com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+
Athletic Bilbao (F) - domingo (12/03), 17h (de Brasília) - LaLiga - Com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+
