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OPINIÃO: Ricaço suporta até quando perder milhões e ser xingado? Pedrinho e Menins vão responder

Rubens Menin, um dos donos da SAF do Atlético-MG, e Pedrinho, dono da SAF do Cruzeiro Patricia Monteiro/Bloomberg via Getty Images | Rodrigo Ferreira /Cruzeiro

O ano não anda animador para os dois grandes mineiros.

Ambos decepcionam no Brasileiro. E, para quem é SAF, os resultados financeiros são desastrosos.

O Cruzeiro publicou seu balanço com um déficit de R$ 114,9 milhões em 2025 e a dívida em alta, chegando no R$ 1,15 bilhão.

Os números do Atlético-MG ainda não são oficias, mas segundo seu próprio comando financeiro a dívida já bateu no R$ 1,7 bilhão, o que vai exigir um socorro de seus donos, que devem injetar R$ 500 milhões para o pagamento de dívidas mais urgentes.

Os principais donos do Atlético-MG, a família Menin, já sentem a fúria da torcida. Na goleada sofrida neste domingo para o Flamengo, foram xingados de forma agressiva, e seus seguranças agiram de forma nada convencional.

No Cruzeiro, o clima é mais calmo depois da demissão de Tite, mas não duvido que na primeira nova crise seu dono, Pedrinho, sinta a mesma fúria que os Menins.

Tanto Pedrinho como os Menins não são como John Textor no Botafogo e os picaretas da 777 que compraram o Vasco.

Os donos do Atlético-MG e Cruzeiro são bilionários que têm fontes de receitas claras. E ainda torcedores fanáticos dos times que compraram.

Até quando eles vão admitir perder dinheiro e serem xingados, incluindo também seus familiares, de uma forma que nunca seriam se estivessem fora do futebol?

Já escrevi aqui que rico geralmente não rasga dinheiro.

Mas, no caso dos donos de Atlético-MG e Cruzeiro, começo a achar que isso pode acontecer sim.

Pedrinho e os Menins imaginavam que ganhariam dinheiro e títulos no futebol. Aumentariam seus patrimônios pessoais e teriam uma gratidão e visibilidade que nunca receberiam apenas com seus negócios.

Tudo indica que o plano deles não vai dar certo.