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Até churrasco ajuda Atlético-MG a se blindar de 'crise de relacionamento' com Felipão nos bastidores

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Felipão pensa em sair do Atlético-MG? Os bastidores da situação do técnico após discussão com torcedor (2:19)

Treinador de 75 anos xingou um torcedor após ouvir um pedido de mudança no time titular (2:19)

O bate-boca de Luiz Felipe Scolari com um torcedor do Atlético-MG foi o mais recente episódio da “crise de relacionamento” que o técnico vive com parte das arquibancadas. Nos bastidores, segundo apurou a ESPN, o clube se une para superar o momento difícil e não pensa em troca de comando.

A diretoria alvinegra foi pega de surpresa na manhã desta quarta-feira (21) pela notícia publicada pelo “GE” de que Felipão está reavaliando o futuro como treinador atleticano. Ninguém do clube ouviu nada parecido do técnico, assim como seu representante também nega a versão.

A chamada “crise de relacionamento” com parte dos torcedores, porém, está sendo acompanhada pela direção, que trabalha nos bastidores para contorna-la. O episódio específico do bate-boca com um torcedor no desembarque no aeroporto de Confins, no fim de semana, foi visto como “pequeno e isolado” internamente. O contexto maior, porém, chama atenção.

É que parte da torcida tem pressionado bastante Felipão diante de um início de ano de altos e baixos no Galo, principalmente depois da derrota em casa no clássico contra o Cruzeiro.

Nas entrevistas, o treinador também tem mostrado certo incômodo, fiel a seu jeito na versão mais “ranzinza” possível, com diversas respostas ríspidas em diferentes momentos.

Internamente, a postura atleticana é de total apoio ao técnico. Inclusive, um churrasco realizado no clube na terça (20) ajuda a exemplificar esse clima, bem diferente do externo com a torcida.

O evento aconteceu como despedida de Rodrigo Caetano, que deixa o cargo executivo no clube para assumir a função na seleção brasileira. Diretoria, comissão técnica e elenco estiveram presentes, em ótimo clima. Felipão, por exemplo, sentou na mesa com o presidente Sérgio Coelho, o próprio Caetano e seus auxiliares. Não houve qualquer manifestação de descontentamento apontando para o futuro.

A avaliação de todos, claro, é que a influência dos resultados é total na relação com a torcida. O caminho das vitórias, se possível com bom futebol, é o mesmo para superar a “crise”. Para isso, Felipão trabalha, comandando normalmente os treinos do elenco, como já foi na manhã desta quarta (21).

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