A volta de Tiffany às quadras foi com chave de ouro. Na noite desta sexta-feira (16), o Osasco conquistou a Supercopa feminina de vôlei ao ganhar do Praia Clube por 3 sets a 0 (parciais de 25 a 22, 25 a 21, e 25 a 21), na Arena Castelinho, em São Luís, no Maranhão.
Em agosto, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou a proibição de mulheres trans participarem de jogos válidos por competições nacionais, como a Superliga e a própria Supercopa.
Minutos antes de Osasco e Praia Clube entrarem em quadra, a Justiça Comum liberou Tiffany para atuar pelo clube paulista.
E a atleta fez a diferença. Com 15 pontos, Tiffany levou o Osasco ao seu bicampeonato da Supercopa feminina e ainda recebeu o prêmio Viva Vôlei, como a melhor em quadra.
"Eu tenho só a agradecer a Deus, porque as pessoas muitas vezes não acreditam na fé, no milagre. Mas a minha fé é tão grande, que na hora certa Ele iria me honrar novamente, me honrou jogando, me honrou como a melhor do jogo e me fez novamente esse milagre", disse uma emocionada Tiffany ao Sportv.
Futuro indefinido
A CBV avisou que "apresentará os recursos cabíveis e adotará as medidas necessárias para a reversão da decisão".
Se a entidade conseguir reverter a decisão, Tiffany pode ter feito o último jogo da sua carreira nesta sexta-feira (16).
"É meu último ano de verdade. Eu agradeço a Deus por tudo, mas eu quero fazer uma liga maravilhosa, porque eu mereço terminar o meu contrato, a minha liga e ter uma aposentadoria maravilhosa. Eu vou fazer o meu melhor dentro de quadra para que a gente possa continuar tendo a inclusão de todas as pessoas dentro do esporte", afirmou a atleta depois do jogo.
Obrigado a Deus, obrigada meus advogados, obrigado ao juiz, que entendeu a causa, que entendeu que eu faço somente o meu trabalho. Obrigado a todos que mandaram boas notícias, que oraram por mim", completou.
