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Auxiliar de Abel já 'lutou' por camisa de ídolo do Palmeiras e teve ajuda de brasileiro: 'Nem falava direito comigo'

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Brasileiro lembra que recebeu 'missão' de auxiliar de Abel Ferreira para conseguir camisa de Zé Roberto: 'Nem falava direito comigo' (2:33)

Ex-jogador do Braga-POR, Roberto Brum concedeu entrevista exclusiva ao ESPN.com.br (2:33)

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, Roberto Brum lembrou de episódio envolvendo ele, Zé Roberto e Vitor Castanheira, seu ex-companheiro no Braga-POR, que hoje é auxiliar de Abel Ferreira no Palmeiras


Entre os braços direitos do técnico Abel Ferreira na comissão técnica do Palmeiras, o auxiliar Vitor Castanheira acompanhou o treinador português em praticamente toda a sua carreira. Desde o Braga, em Portugal, passando pelo PAOK, da Grécia, até chegar ao futebol brasileiro, em 2020, ele está ao seu lado e já até substituiu o 'mister' em alguns jogos, quando foi preciso.

Assim como Abel, Castanheira também fez carreira como jogador antes de se dedicar à parte técnica e jogou ao lado do atual comandante do Palmeiras no Braga, de Portugal. Alguns anos após a saída de Abel Ferreira do clube português, o hoje auxiliar seguiu atuando ao lado de brasileiros, que sempre estiveram presentes na equipe do norte do país, e um deles o ajudou a cumprir uma nobre missão.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o ex-volante Roberto Brum, que jogou no Braga entre 2007 a 2008, lembrou de episódio envolvendo Castanheira. Segundo ele, após empate em casa por 1 a 1 com o Bayern de Munique, em novembro de 2007, pela fase de grupos da Copa da Uefa - atual Europa League -, o português pediu que ele conseguisse a camisa de Zé Roberto, ídolo da torcida do Palmeiras, que jogou muitos anos na Europa.

Ainda segundo Brum, à epoca, o português perdeu até a sua timidez para fazer o pedido, já que antes do pedido eles sequer se falavam no Braga.

"No jogo, eu estava batendo muito de frente com o Zé Roberto, e ele também é cristão, eu peguei o Zé naquela fase que ele foi o melhor jogador da Copa do Mundo de 2006, onde o Brasil não teve sucesso, mas o Zé estava voando, e eu marcando ele, eu tinha que ser firme, então a gente só ouvia o barulho das caneleiras, batendo caneleira com caneleira o jogo todo. O jogo foi na nossa casa, só que parecia que o Bayern estava em casa porque sufocou a gente o todo todo, conseguimos empatar, um milagre", começou por dizer.

"No final do jogo, um português do meu time era fã do Zé Roberto, o cara nem falava comigo, ele é até auxiliar do técnico do Palmeiras, o Castanheira, ele nem falava direito comigo, era fechado, bem introvertido, mas naquela semana ele falou 'Brum, meu sonho é ganhar uma camisa do Zé Roberto'. No final do jogo eu falei, 'pô, Zé, tem um português que nem falava comigo aqui direito, mas soube que a gente ia jogar e me pediu para eu dar a camisa para ele'. Na hora ele tirou a camisa, muito gentil, um homem de Deus mesmo", prosseguiu.

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Por último, o brasileiro ainda lembrou de outra 'pérola' que aconteceu ao final da partida. Mesmo após ter feito uma forte marcação sobre Zé Roberto, Brum citou sua 'cara de pau' ao pedir uma oração em campo com o compatriota, que aceitou.

"Eu tinha batido bastante nele no jogo, ainda cheguei na cara de pau para ele e falei 'Zé, podemos fazer uma oração?' [risos]. Ele olhou na minha cara, tipo assim, você me bate o jogo todo e quer orar agora? [risos]. Aí ele, 'bora, oremos'. Aí fizemos uma oração. E nós fomos escolhidos, ele como melhor jogador em campo pelo Bayern, e eu do Braga. A imprensa estava meio chateada com a gente, depois do jogo ficam nos esperando para entrevistar, e a gente no maior papo, pensei que estivéssemos fora do estádio já. Foi um dia que marcou a minha vida, eu tenho até essa foto aqui em casa, orando com o Zé, um fotógrafo pegou a imagem, uma recordação muito boa da minha carreira", finalizou.

Além do Braga, Roberto Brum também vestiu a camisa de Académica de Coimbra em Portugal. No Brasil, jogou por Fluminense, Coritiba, Santos, entre outros clubes. Castanheira, por sua vez, seguiu no Sporting Braga até 2009 e se aposentou anos depois, em 2013, no mesmo ano em iniciou a carreira como treinador.