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Sócios do São Paulo votam contra reeleição para presidente e outras polêmicas e barram reforma do estatuto

Decisão deste domingo é derrota para Casares, presidente do clube, que apoiava mudanças


O presidente do São Paulo, Julio Casares, reconheceu a derrota na Assembleia Extraordinária deste domingo. A proposta para forma estatutária do clube foi reprovada pelos sócios, apesar de o grupo que dirige o Tricolor atualmente tenha feito campanha nas últimas semanas para a aprovação da proposta.

“Como sempre em minha vida, saúdo a democracia. A reforma estatutária proposta por um grupo de 82 conselheiros não foi aprovada hoje na Assembleia Geral. Ou seja, deve-se seguir a vontade do sócio, sem que seja feita recontagem de votos ou impetradas ações na Justiça – isso, sim, seria uma tentativa de golpe”, escreveu Julio Casares em suas redes sociais.

De acordo com a situação, a reforma estatutária proposta por um grupo de conselheiros seria benéfica ao São Paulo por permitir uma maior estabilidade governamental, já que nela estava prevista a reeleição presidencial já valendo para o atual mandato.

Porém, para a oposição, o projeto era visto como uma tentativa de “golpe” do grupo político que comanda o São Paulo. Desta forma, sócios e boa parte da torcida que não tem qualquer ligação com o Social do Morumbi se engajaram em uma campanha contra a reforma estatutária.

“Parabenizo a todos que lutaram por seus ideais nas últimas semanas – com respeito, todas as opiniões são bem-vindas. Seguimos em frente com o nosso trabalho, com muito afinco e acreditando em fazer o melhor para o nosso São Paulo Futebol Clube”, completou Casares.

Ao todo, a assembleia geral contou com 1.329 votos: 506 a favor, 818 contra, além de 5 abstenções.

Entre as principais alterações propostas por um grupo de 82 conselheiros, estavam o retorno da reeleição para presidente, a ampliação do mandato dos conselheiros de três para seis anos e a possibilidade de conselheiros ocuparem cargos executivos sem remuneração.