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Ex-Flamengo diz o que elenco atual 'anseia' e faltou a Renato Gaúcho: 'Não é simples'

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Ex-goleiro do Flamengo, César cita problema que pode ter causado mau desempenho de Renato Gaúcho no clube (0:46)

Via YouTube: barbacast I Atleta diz que a profissão de técnico é muito difícil (0:46)

Em entrevista ao BarbaCast, o goleiro César lembrou da passagem do técnico Renato Gaúcho pelo Flamengo


Livre no mercado após entrar em comum acordo pela rescisão do seu contrato com o Flamengo, o goleiro César lembrou da sua passagem pelo Rubro-Negro e de quando foi comandado por Renato Gaúcho, entre julho a novembro de 2021. Questionado sobre o que faltou ao treinador, que não teve sucesso no clube, o arqueiro deu a sua opinião.

Um dos pontos mais questionados durante a passagem do treinador pelo Flamego foi em relação aos treinamentos. Por muitas vezes, Renato, durante as entrevistas coletivas após as partidas, falou sobre a exaustiva maratona de jogos da equipe, na temporada passada, e que por conta disso não estava tendo o tempo de treino necessário.

Sobre o assunto, César afirmou que acredita que Renato tenha feito de tudo, tentando deixar o seu melhor, mas que acabaram faltando alguns detalhes. Entre eles, os trabalhos táticos, que talvez não foram o bastante para um equipe que anseia por isso.

"O nosso time ele é muito acostumado a trabalhar mesmo, e é um prazer. E todo treinador que chega aqui fala isso, é unanimidade. Todo mundo fala 'cara, é um grupo incível'. É natural que cada jogador peça e sinta essa necessidade de fazer trabalhos que sejam direcionados para o jogo. E, às vezes, um tem uma dúvida, e isso vai ser explorado o tempo inteiro, seja com qualquer treinador. A exigência no clube sempre vai ser grande, ainda mais tendo jogadores assim", começou por dizer, em entrevista ao podcast BarbaCast.

"Acho que ele tentou, de todas as formas. Eu acredito que ele fez o melhor que ele podia, ele tentou passar todo o conhecimento que ele tinha. Não é simples trabalhar e treinar jogadores tão capacitados, tão experientes, também, porque às vezes uma forma que ele tem, de trabalho, é difícil você colocar, você fazer com que, talvez, um time que há muito tempo joga de uma maneira, às vezes ele quer fazer uma situação diferente, é difícil. Para o cara ter tempo para trabalhar, enfim, sei lá. Acho que o nosso grupo anseia muito por trabalhos táticos e, talvez, possa ter faltado um pouquinho", complementou.

Por outro lado, o goleiro de 29 anos fez questão de frisar que Renato sempre foi muito querido no elenco rubro-negro e ajudou muitos jogadores, que voltaram à boa forma com ele.

"Sobre o Renato, eu posso dizer que ele é um cara extremamente querido por todo mundo, ele tem uma capacidade, até por ter sido jogador, ele tem um dom, um talento, que é o de motivar os caras, até numa conversa. Muitos jogadores se sentiam à vontade para jogar e acho que isso também é um ponto que faz dele ser diferente. Cada um tem uma situação, a carreira do treinador é longa, muitas coisas ele pode mudar. Uma das coisas que é um ponto positivo incrível é essa forma que ele tem de lidar com os jogadores, da conversa, tentar entender o cara, falar às vezes alguma situação, colocar propriamente no jogo e dar essa confiança para ele. Não só o falar, tem muitos técnicos que não conseguem expressar isso de certa forma, o cara até fala, mas, no fundo, você não consegue confiar que ele realmente confia 100% em você. O Renato não, ele conseguia passar isso, ele conseguia dar confiança para os caras, tanto é que muitos ali se destacaram, porque talvez precisassem desse momento. Quando ele chegou, algo mudou em relação a isso", finalizou.