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Sem Manchester City, campeões da Europa somaram déficit de quase R$ 3 bilhões, e só um foi exceção

Consultoria KPMG apresentou estudo com os balanços financeiros de clubes que venceram as maiores ligas nacionais da Europa


Os títulos das maiores ligas da Europa não evitaram que os campeões nacionais sofressem com os fortes impactos financeiros da pandemia de COVID-19. É o que mostra estudo divulgado nesta quarta-feira (12) pela consultoria KPMG.

O documento compilou os dados dos vencedores dos oito principais campeonatos nacionais da Europa na temporada 2020/21. Com poucas exceções, os campeões tiveram um ano nas finanças com queda de receitas e contas no vermelho.

O estudo considerou as finanças de Ajax (Holanda), Atlético de Madrid (Espanha), Besiktas (Turquia), Bayern de Munique (Alemanha), Inter de Milão (Itália), Lille (França), Manchester City (Inglaterra) e Sporting (Portugal).

Juntas, essas equipe somaram um resultado negativo em 2020/21 de 464,2 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões na cotação atual). O único que não aparece na conta é o Manchester City, que não detalhou seu resultado financeiro até a publicação do estudo.

Dos sete campeões que tiveram o resultado avaliado pela KPMG, o único que não fechou no vermelho foi o Bayern, que teve superávit de 1,8 milhão de euros (R$ 11,4 milhões). Todos os demais registraram gastos maiores do que as receitas geradas na última temporada.

Os maiores "rombos" foram os da Internazionale, com 245,6 milhões de euros negativos (R$ 1,55 bilhão), e do Atlético, de déficit de 111,7 milhões de euros (R$ 708,4 milhões). Exceção, o Bayern completou 29 anos consecutivos arrecadando mais do que gastou.

Embora chame a atenção, o déficit somado dos campeões nacionais da Europa, para efeito de comparação, foi inferior ao do que o Barcelona registrou sozinho no mesmo período: 481,3 milhões de euros (mais de R$ 3 bilhões), um recorde no futebol.

Receitas

Em relação ao faturamento na temporada dos títulos, Manchester City e Inter de Milão foram os únicos clubes que engordaram suas receitas na comparação com o ano anterior. Os campeões ingleses arrecadaram 17% a mais do que em 2019/20, enquanto os italianos subiram 19%. Todos os outros viram seus números caírem.

Em números, o City foi o recordista em receitas, com 644,2 milhões de euros (R$ 4,08 bilhões), seguido pelo Bayern, com 597,5 milhões de euros (quase R$ 3,8 bilhões). A Inter, que teve o maior déficit entre os campeões, arrecadou 347,5 milhões de euros (R$ 2,2 bilhões).

Vale ressaltar que os números compilados pela KPMG não incluem as receitas com venda de jogadores, apenas dinheiro de direitos de transmissão, valores com contratos comerciais e os jogos.