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Atlético-MG: Justiça manda CBF bloquear parte da premiação do clube em 2021 por dívida com empresário

Decisão, publicada pelo juiz Carlos Goldman, da 39ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, determinou que parte da premiação do Galo com os títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil em 2021 seja bloqueado


Em decisão publicada pelo juiz Carlos Goldman, da 39ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, foi determinado que parte da premiação do Atlético-MG com os títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil em 2021 seja bloqueada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O motivo é uma dívida de cerca de R$ 1,4 milhão com o empresário André Cury.

No caso, o pedido de bloqueio (no valor exato de R$ 1.441.337,56) é referente à contratação do atacante Franco Di Santo, que passou pelo Galo entre 2019 a 2020, pela cessão de créditos feito pelo atacante à empresa de Cury, quando ele foi contratado. Em primeira instância, o clube mineiro foi condenado a pagar a quantia, mas questiona os valores e por isso o processo ainda corre na Justiça.

A determinação foi enviada diretamente à CBF - e não ao Atlético -, que segundo a mesma, deverá recolher parte da premiação, em uma conta judicial. O processo é apenas um dos 24 movidos por Cury contra o Atlético, envolvendo outros atletas e ainda o técnico Rafael Dudamel.

O Galo, por sua vez, afirmou já ter recebido todos os valores referentes à premiações da CBF. Ao "GE", o vice-presidente do clube mineiro, Dr. José Murilo Procópio, confirmou que os R$ 145 milhões no total, sendo R$ 104,1 milhões referentes aos títulos do Brasileirão e Copa do Brasil já foram depositados.

Para ter parte da premiação bloqueada, seria necessária uma nova determinação judicial, porém, que exigisse a quantia diretamente do Atlético. O Galo, por sua vez, chegou a oferecer algumas garantias no processo, incluindo patrimônios, mas ambas ofertas foram negadas pela parte autora e pelo juízo.