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Após jogar na base de Grêmio e Inter, Francisco virou sensação do Campeonato Paraguaio e cobiçado até no Brasil

Sensação do Campeonato Paraguaio, Francisco falou à ESPN sobre a chance de jogar no Brasil


Pouco conhecido no Brasil, Francisco foi uma das grandes sensações no Paraguai em 2021 pelo modesto Sol de América. Vice-artilheiro do Torneio Clausura com 8 gols, um a menos que os goleadores máximos, ele ajudou a equipe a ser terceira colocada na competição e vice-campeã da Copa do Paraguai.

Aos 26 anos, o gaúcho pouco atuou profissionalmente em clubes brasileiros. Seus primeiros passos foram na base do Grêmio ao lado de nomes como Yuri Mamute e Matheus Biteco, este último falecido em 2016 no acidente da Chapecoense.

Em seguida, ele mudou-se para o Internacional e foi colega de Andrigo, considerado um fenômeno à época. No entanto, Francisco não conseguiu trilhar o mesmo caminho dos parceiros de time e largou o futebol.

“Eu fiquei mais de um ano sem jogar futebol porque demorei demais para crescer e não acompanhava os demais. Estava bem chateado. Aos 15 anos, fui para o CFZ-RJ, clube do Zico, que teve paciência comigo até meu corpo amadurecer”, contou ao ESPN.com.br.

Um ano depois, Francisco foi para o Novo Hamburgo-RS, no qual chegou até os profissionais. Em seguida, mudou-se para o sub-20 do Athletico-PR, mas como não teve espaço na equipe principal, foi para Inter de Lages-SC, Tombense-MG e São José-RS.

"Eu tive um desgaste com o treinador e pedi para sair do clube, que não queria me liberar. Fiquei vários meses sem jogar e treinava à parte com um preparador físico. Nisso, veio a chance de assinar com o Inter Playa Del Carmen, da terceira divisão do México".

"Ao chegar no México vi como foi boa a minha decisão. Eu ainda estava em uma etapa de aprendizagem, sabia que não era a melhor liga, mas fui artilheiro. Comecei a dar saltos e vi que o mercado brasileiro às vezes é injusto porque tem pouco espaço bom para muitos jogadores de qualidade. Comecei a me destacar e cheguei na primeira divisão de forma muito mais rápida".

"O brasileiro tem essa ideia de que o único futebol é o brasileiro, mas não temos que nos apegar a isso. se precisar sair para fazer a vida fora, o futebol vai te dizendo aonde está o seu espaço".

Depois de passar pelo Atlante, ele chegou ao Querétaro (ex-time de Ronaldinho Gaúcho), da elite mexicana, quando jogou ao lado de Antonio Valencia, ex-capitão do Manchester United.

Artilheiro no Paraguai

No entanto, após sofrer duas lesões que atrapalharam sua sequência na equipe, ele resolveu neste ano se aventurar no Paraguai.

"Tinha mais seis meses de contrato e precisava de um clube onde recebesse outra perspectiva de trabalho. Queria um clube que valorizasse meu trabalho. Veio o Sol de América, e me disseram que era um clube organizado, que paga em dia e tem tudo que precisa", contou.

"A gente chegou com essa missão de tirar o time da zona de rebaixamento e fizemos uma baita campanha no Torneio Clausura, em terceiro. Mas só escapamos na penultima rodada porque aqui tem média de pontos para cair. Na Copa do Paraguai a gente perdeu a final para o Olimpia nos pênaltis. Saímos com a sensação de missão cumprida. É um time que não merece cair".

Além disso, Francisco ajudou a equipe a conquistar uma vaga na Copa Sul-Americana. No entanto, pode ser que o atacante deixe em breve a equipe paraguaia.

"Eu renovei contrato, mas a ideia do clube é clara. Eles são vendedores e convém que eu seja negociado. Se tiver que ficar, é um clube que estou adaptado. Tem especulação do México, de time da Série A do Brasil e outros clubes interessados. Pedi para o meu empresário me deixar atento e só contar só depois do final do semestre", finalizou.