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Ex-São Paulo e Grêmio, Jardine diz que situação dramática dos clubes é 'fruto da desorganização'

Técnico da seleção olímpica comentou situação de dois de seus ex-clubes onde iniciou a carreira


André Jardine foi homenageado no Prêmio Brasil Olímpico na última terça-feira, em Aracaju, pela medalha de ouro conquistada em Tóquio-2020. Jardine, de 42 anos, falou sobre a situação dramática de dois de seus ex-clubes: São Paulo e Grêmio.

No caso, do Grêmio, onde Jardine trabalhou entre 2013 e 2015 como treinador dos times de base e interino do time principal, a queda para a segunda divisão só sera evitada perante um "milagre". O tricolor gaúcho precisa vencer o campeão Atlético-MG e torcer por derrotas de Bahia e Juventude contra Fortaleza e Corinthians, respectivamente.

O São Paulo se salvou na penúltima rodada, mas o clube encontra-se nos últimos anos em uma grave crise financeira junto com uma política. Jardine conquistou diversos títulos na base paulista, revelando jogadores como Antony, e comandou o time principal por cerca de três meses em 2019, até a vexatória eliminação na primeira fase da pré-Libertadores para o Talleres-ARG.

"Tem sido mais corriqueiro nos útlimos anos esses clubes passarem por anos difícies. Tem a ver com uma ascensão de clubes que não eram tão grandes e vêm mostrando que é possível chegar na Série A, se manter e brigar por coisas grandes. A queda pra segunda divisão é também uma oportunidade de clubes se reorganizarem, olharem pra dentro de si. Não é normal um clube grande com orçamento que tem Grêmio e São Paulo...deveriam brigar lá em cima, mas com certeza isso é fruto de uma desorganização que tiveram, mas com certeza num futuro próximo voltarão a brigar por títulos grandes", disse Jardine, à ESPN.