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Ajax de Antony, com massacre sobre o PSV, amplia estilo 'rolo compressor' e bate até o Liverpool de Salah

Com atropelo sobre o rival de Eindhoven por 5 a 0, no domingo (24), time de Amsterdã melhorou ainda mais seu desempenho já incrível no ataque


O Ajax segue avassalador na temporada 2021/2022. No domingo (24), o time enfiou um impiedoso 5 a 0 no PSV, vingando-se com sobra da derrota por 4 a 0 em agosto para o seu maior rival no jogo que valeu a Supercopa da Holanda, abriu folga na liderança do Holandês e, de quebra, ampliou seu estilo 'rolo compressor'.

Isto porque com a goleada, a equipe melhorou ainda mais seus números já incríveis de ataque, que tem o brasileiro Antony, ex-São Paulo, como um de seus principais destaques.

Seja pelo Holandês ou pela Champions League, o setor ofensivo é uma máquina de fazer gols. E supera até rivais de outros países pelo continente, casos de Liverpool, Chelsea e Real Madrid, por exemplo.

Na disputa internacional, o Ajax já enfrentou pelo grupo C o Borussia Dortmund-ALE, o Sporting-POR e o Besiktas-TUR, somando 9 pontos em 9 possíveis com direito a 11 gols marcados e apenas um sofrido.

Claro que o nível do Holandês tem que ser levado em consideração, mas a goleada por 4 a 0 - que poderia facilmente ter sido 6 ou 7 - diante do Dortmund no meio da última semana mostra que o Ajax está em alto nível independentemente da competição.

Na liga nacional, já são 8 vitórias, um empate e apenas uma derrota (para o Utrecht, por 1 a 0). E com direito a incríveis 37 gols feitos e só dois tomados. Somando o duelo pela Supercopa, a equipe do técnico Erik ten Hag já fez 14 apresentações em 2021-2022 e só não balançou as redes em duas.

Os 48 gols marcados resultam em uma média de 3,42 por jogo, bem acima da de 3,15 do Liverpool, de Salah e Mané, ou da do Chelsea, de Lukaku, que é de 2,14. Ou ainda a do Real Madrid, de Vinicius Jr. e Benzema, que é de 2,58.

Antony e seus parceiros de 'rolo compressor'

E um dos principais nomes do 'rolo compressor' do Ajax é o brasileiro Antony, que tem agradado Tite na seleção também. Em dez jogos na atual temporada, o ex-jogador do São Paulo tem 4 gols e duas assistências. Habilidoso, ele é o fator de desequilíbrio tecnicamente na ponta direita.

"Ele teve uma adaptação muito rápida e o grupo o recebeu muito bem. A gente sabe da qualidade dele. É um parceiro e um cara bacana. Todo mundo gosta de estar perto dele. Dentro de campo, a gente vê ele pegar a bola, ir para cima e fazer os dribles. Ele está jogando para caramba e merece tudo o que está acontecendo. Espero que muita coisa aconteça na vida dele", disse o atacante do Ajax Danilo em entrevista recente ao ESPN.com.br.

O brasileiro é um dos protagonistas do ataque ao lado de Tadic, camisa 10 e capitão, e Berghuis, contratação para esta temporada vinda do rival Feyenoord, de Roterdã. Ambos marcaram e tiveram atuações de gala no massacre em cima do PSV no último domingo.

Desde que chegou na Eredivisie, em 2018, Tadic tem 58 gols (9 a mais do que o Berghuis) e 53 assistências (15 a mais do que Berghuis) e 344 chances criadas - Berghuis tem 298.

Tadic tem 103 jogos no Holandês pelo Ajax e 110 participações diretas em gol. O sérvio esteve em todos os 102 jogos da Eredivisie desde que chegou ao clube, sendo titular em 100 – foi reserva utilizado em 3 partidas da última edição.

Quando Antony estava nas Olimpíadas, Berghuis começou atuando em sua posição de origem, à direita do ataque. Porém, quando o brasileiro retornou ele se adaptou e agora faz parte do meio-campo.

O centroavante é Sebastian Haller, dispensado pelo West Ham-ING, que chegou na última temporada ao Ajax. Em 2021-2022, com 14 jogos, ele tem incríveis 13 gols, sendo 6 só na Champions.

E o segredo de um ataque tão fulminante?

Danilo Pereira, atacante brasileiro ex-Corinthians, Vasco e Santos, reserva deste Ajax, explicou o que faz esse ataque tão dominante.

"Vivemos uma fase excelente e indo bem demais na Champions e liderando o Holandês. Esse é o foco do Ajax, dar o máximo em tudo e ganhar todas as competições. É o nosso verdadeiro objetivo."

"Essa mentalidade ofensiva vem desde a base. Ganhar de 1 a 0 ou 2 a 0 não é o suficiente. Se puder fazer 6 ou 7 gols, mas se errar 2 eles vão falar: 'Por que errou os dois? Poderia ter vencido por 10'. Desde a base tem essa cobrança. No profissional tem que estar preparado porque tem muito menos chances de marcar. Você precisa aproveitar nos jogos. Eles pressionam para você chegar com a mentalidade forte e querer sempre mais."