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Ex-zagueiro diz que Neymar apanhou para aprender e afirma: 'Não quer ser melhor do mundo'

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Suárez fala sobre Neymar poder jogar última Copa em 2022 e diz o que mais incomoda craque brasileiro: 'Ele sofre muito' (2:42)

Atacante uruguaio é o convidado especial do Bola da Vez desta semana | Assista ao Bola da Vez pela ESPN no Star+ (2:42)

Em entrevista, Chicão disse que Brasil precisa ter um melhor do mundo, mas admitiu que não vê craque querendo o prêmio


Durante boa parte da passagem pelo Corinthians, Chicão teve embates clássicos marcantes contra o Santos, como os que decidiram o Campeonato Paulista e a semifinal da Conmebol Libertadores. E em um deles uma cena chamou atenção: a confusão com Neymar.

Em jogo da primeira fase do Paulistão de 2010, o Santos venceu o Corinthians por 2 a 1. Durante a partida, com o jogo já parado, Neymar aplicou um chapéu em Chicão, que corria atrás da bola para sair jogando.

Além de um empurrão na hora, que culminou em uma mini confusão, o ex-zagueiro deu declarações fortes sobre Neymar. Chamou o então craque do Santos de 'pipoqueiro' e 'mimado'. Em entrevista ao podcast Podpah, Chicão minimizou o lance, afirmou que se dá bem com Neymar, mas que ele precisava aprender com essas brincadeiras e que, por isso, apanhou muito.

"Aquele lance, a gente estava perdendo o jogo, ficou no campo, conversei com ele, tomando cerveja juntos, fomos para festa. Peguei pelo pescoço porque queria ir para o jogo. Neymar x Chicão, não tem um lance dele indo para cima. Ele apanhou muito. O que o Cristian chegava junto. Depois tinha o Ralf", afirmou Chicão, completando.

"No jogo da Libertadores, na Vila, o Tite armou estratégia. Jogava a bola nele, o Jorge vinha pela frente, o Alessandro encostava e tinha o Ralf no meio. Essas brincadeiras, ele precisava aprender", explicou.

Chicão foi questionado sobre Neymar e o prêmio de melhor do mundo. O ex-zagueiro admitiu que não vê no craque o desejo de um dia conquistar o prêmio individual mais importante do futebol.

"A gente precisa de um melhor do mundo. O último foi o Kaká. Estamos em 2021. O nosso futebol não está evoluindo. Depende dele. Acho que não. Ele não quer mais (ser melhor do mundo). Ele está meio bravo", finalizou.