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Corinthians: Fábio Santos é reto e direto e diz que críticas de Marcelinho incomodaram elenco: 'A gente fica triste'

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Fábio Santos vem a público defender trabalho de Sylvinho após falas duras de Marcelinho Carioca (1:39)

'o Sylvinho é da casa e se entrega de corpo e alma; ele precisa se acostumar com isso, vai apanhar muito ainda na carreira', disse o lateral | Assista ao ESPN F90 pela ESPN no Star+ (1:39)

Lateral-esquerdo do Corinthians falou sobre como o elenco recebeu as críticas do ídolo do Timão


Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (22), o lateral-esquerdo Fábio Santos revelou uma chateação do elenco do Corinthians com críticas feitas por Marcelinho Carioca, ídolo do clube. Em live promovida pela TV oficial do Timão na quarta-feira (20), o ex-jogador reclamou do técnico Sylvinho e questionou o desempenho dentro de campo de Cássio e Giuliano.

Segundo Fábio Santos, o grupo corintiano ficou incomodado com as críticas do Pé de Anjo. As declarações de Marcelinho aconteceram em conversa com o ex-goleiro Ronaldo Giovanelli, outro ídolo do Parque São Jorge.

“É natural que essas coisas cheguem até a gente, por mais que a gente procure ficar afastado. Quase não vejo redes sociais, tem muita coisa negativa. Sobre esses dois ídolos, são caras respeitados dentro do clube. Para mim, o Marcelinho, se não é o maior, é um dos maiores ídolos da história do clube. Não vejo maldade da TV do clube em abrir espaço para esse tipo de coisa, acho válido abrir espaço para ex-jogadores, ainda mais esses que têm o respeito do torcedor, que acaba escutando. A palavra destes caras é muito valiosa”, afirmou Fábio.

“Quando abre espaço, não imagina que virão críticas, e críticas pesadas. Quando é normal, a gente entende, gosta daquele [jogador] e não gosta deste. Mas a gente fica triste, são ex-profissionais que passaram pelo Corinthians, que sabem como é o dia a dia. E, num momento de pressão, acaba saindo um pouco do tom. A gente fica triste por usarem esse tipo de crítica, de palavreado. Mas não tem como agradar a todos, é dentro de campo que podemos dar uma resposta positiva, voltar a ganhar. Espero que a gente possa trazer o torcedor para o nosso lado novamente e também que esses ídolos possam, quem sabe um dia, lembrar do que viveram lá atrás e falar bem da gente novamente”, completou.

Durante a live com Ronaldo Giovanelli na quarta-feira, Marcelinho Carioca criticou os passes pouco agressivos de Giuliano e as tentativas de Cássio em sair com os pés.

“Ele [Sylvinho] tem [capacidade], mas não está fazendo. Posso dizer porque tenho intimidade com ele, foi meu companheiro de quarto de 1995 a julho de 1999. Por isso que eu chamo ele de Vitamina e tenho essa intimidade com ele. O Sylvinho sabe que o Gustavo Mosquito tem que jogar aberto, o Róger Guedes tem que botar aberto do outro lado. Chamar o GP [Gabriel Pereira] e deixar ele ali no meio para construir. Chama o Giuliano e fala assim: ‘o teu passe só está para o lado, amigo’. É para dar passe agudo, lançamento, arriscar, chutar. Aí é mole”, disse o ídolo.

“Cássio, vem cá: ‘Você não sabe jogar com os pés, você não sai do gol, você está um pouquinho largo’. Um goleiro campeão, história brilhante, ídolo, mas se não está em uma boa fase tem que escutar. Você escuta quem tem bagagem, quem tem moral: ‘vai pela esquerda porque eu já fui por aqui e já fui campeão’. O Sylvinho, como ainda não construiu essa redoma, esse lastro para ser campeão, a palavra dele ecoa, não tem aquela firmeza”, complementou.

Por fim, Marcelinho Carioca ainda criticou a roupa social utilizada pelo técnico Sylvinho durante os jogos do Corinthians, lembrando que o treinador foi um jogador revelado pelo clube.

“Por que está com aquela camisa com a manga aberta igual ao Luciano Huck? Fecha a manga ou então coloca um agasalho porque aqui é Corinthians! A calça está apertada. Não tem nada a ver com a vida dele ou com a roupa dele, mas as pessoas falam, eu falo de boa. Estou de fora, não estou dentro do olho do furacão. O Sylvinho é Terrão, o Sylvinho é Corinthians, ele ama o Corinthians e sabe o que representa o Corinthians, mas não é o Guardiola, aqui não é a Europa”, finalizou.