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De Daniel Alves ao fim da fila: o que mudou no São Paulo desde último jogo com público no Morumbi

O São Paulo recebe o Santos nesta quinta-feira (7), às 18h30 (de Brasília), no Morumbi, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clássico San-São marcará o reencontro do time com a torcida são-paulina, após mais de um ano e meio de afastamento por conta da pandemia da COVID-19.

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Em má fase, a equipe de Hernán Crespo vem de duas partidas sem vencer e com um desempenho desanimador para boa parte da torcedores. No entanto, o último jogo no estádio traz boas lembranças aos são-paulinos.

Os mais de 39 mil presentes assistiram de perto a vitória contra a LDU, por 3 a 0, na segunda rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores de 2020. Na ocasião, Reinaldo, Igor Gomes e Daniel Alves balançaram as redes para o time comandado por Fernando Diniz, que se impôs diante do rival equatoriano.

Depois disso, o torneio continental ficou paralisado por seis meses por conta da pandemia, e após o retorno, a sequência do Tricolor não foi nada positiva. No primeiro jogo sem público no Morumbi, contra o River Plate, empatou em 2 a 2. Logo após, vieram mais as duas derrotas: para a LDU por 4 a 2, no Equador, e para o próprio River, na Argentina, por 2 a 1, que culminou na eliminação precoce ainda na fase de grupos da competição.

Além da Libertadores, o São Paulo também ficou fora da Copa do Brasil, quando caiu diante do Grêmio na semifinal, e da Copa Sul-Americana, eliminado na segunda fase para o Lanús. Entretanto, ainda restava o Brasileirão, onde o time era líder com uma vantagem de sete pontos sobre o Atlético-MG, segundo colocado na tabela, e só dependia de si mesmo para ser heptacampeão.

Foi então, que no começo de 2021, a equipe somou seis tropeços no Brasileiro e deu adeus à briga pelo título, ficando em quarto lugar ao final do campeonato. Fator determinante para a demissão do técnico Fernando Diniz e de Raí, que ocupava o cargo de diretor-executivo do clube.

Para o seu lugar, a diretoria contratou Hernán Crespo, que ficará pela primeira vez ''cara a cara'' com a torcida no Morumbi, já que desde que assumiu o comando da equipe, em fevereiro deste ano, nunca atuou em partidas com público na casa do Tricolor.

Sob o comando do treinador argentino, o São Paulo foi campeão Paulista diante do rival Palmeiras, colocando fim a um jejum de oito anos sem levantar uma taça. Era o início do resgate de um clube que vinha sofrendo com eliminações frustrantes e perdas sentidas, mas que durou pouco.

Isto porque, após a conquista, o time tricolor fez o pior início de Campeonato Brasileiro de sua história, com dois empates e três derrotas nos cinco primeiros jogos. Desde então, o clube paulista foi lanterna da competição e nunca conseguiu se distanciar da zona de rebaixamento.

Para completar, ainda perdeu Daniel Alves, que rescindiu com o clube no mês passado, antes mesmo do fim de seu contrato, previsto para dezembro de 2022, por causa de dívidas pelo não pagamento de salários atrasados que chegaram a mais de R$ 18 milhões.

Por outro lado, a boa notícia para os são-paulinos foi a chegada de Jonathan Calleri, em agosto, contratado por empréstimo até o fim de 2022, com opção de compra. Nesta quinta, o atacante, que pode ganhar sua primeira oportunidade entre os titulares desde o seu retorno, vai reencontrar os torcedores após cinco anos.

Agora, o São Paulo conta com a presença de sua torcida - já que teve 30% da capacidade do Morumbi liberada - para espantar a crise, se afastar da zona da degola e sair de vez do fim da fila.