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Libertadores: Alan Empereur lembra jogo infernal de Nacho em 2020, mas aposta em Abel no Palmeiras x Atlético-MG: 'Tem grandes ideias'

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Nesta terça-feira, o Palmeiras recebe o Atlético-MG, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque, pelo jogo de ida da semifinal da Conmebol Libertadores.

Da última vez que jogou uma semi continental, o Verdão passou pelo River Plate, da Argentina, graças a uma grande atuação na casa do rival, com uma vitória por 3 a 0 que deixou os hermanos até sem rumo.

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Uma das surpresas do Alviverde naquele jogo foi o zagueiro Alan Empereur, atualmente no Cuiabá.

Inicialmente, ele começaria a partida no banco de reservas, mas Luan, que seria titular, sentiu dores nas costas pouco antes da partida, e Empereur foi colocado em uma "prova de fogo" pouco depois de ser contratado no Palestra Itália.

Alan, porém, correspondeu com uma grande atuação ao lado de Gustavo Gómez, mantendo a porta palmeirense fechada durante os 90 minutos e ajudando o Verdão a conquistar um resultado que seria praticamente decisivo para aquela série.

Em entrevista ao ESPN.com.br, o defensor lembrou a estratégia traçada pelo técnico Abel Ferreira na ocasião.

"A gente chegou para a partida contra o River todo mundo confiante, pois o time estava numa fase muito boa. Aquele jogo acabou 'caindo no meu colo', porque eu não ia jogar, mas aí o Luan sentiu as coisas e eu entrei. Nossa equipe estava muito encaixada e todo mundo sabia o que tinha que fazer de acordo com o que o Abel tinha pedido. Ele avisou desde o começo que o River tinha muita posse de bola e infiltração dos meias, e a gente soube explorar isso", recordou.

"O time inteiro deles era muito bom, mas a gente encaixou bem no jogo de ida. Sabe aquele dia que os caras podem fazer de tudo que mesmo assim a gente ia ganhar? Foi aquele jogo na Argentina", observou.

Na partida de volta, o Palmeiras perdeu por 2 a 0, no Allianz Parque, levando um sufoco danado até os minutos finais, mas conseguiu garantir a classificação. Empereur teve que entrar na "fogueira" novamente, ingressando no jogo depois que Gustavo Gómez se contundiu no decorer da partida.

Analisando o duelo daquele dia, Alan aponta que o River acabou sobrando em campo graças a uma grande atuação do meia Nacho Fernández, que, curiosamente, agora está no Atlético-MG, próximo rival do Alviverde na Libertadores.

"No jogo de volta, a gente passou um aperto entre as linhas. Eu me lembro até hoje que o Nacho, que hoje está no Atlético-MG, fez uma grande partida. Ele é um cara muito bom, diferenciado", exaltou.

"Claro que a gente não precisava ter passado o aperto que passou, mas eles eram uma grande equipe e vieram para cima com tudo, não tinham nada a perder. Foi um sufoco, mas, no final, deu tudo certo", festejou.

Sobre a série atual entre Palmeiras e Galo, o atual atleta do Cuiabá prefere não fazer previsões, apesar de salientar que torcerá por sua ex-equipe.

"Palmeiras x Atlético-MG vai ser um grande jogo. Não dá para prever o que vai acontecer. Vou torcer par o Palmeiras, pelos meus ex-companheiros e pelo clube pelo qual sempre terei carinho. Espero que passe o Palmeiras, mas será um jogo duríssimo, digno de semifinal de Libertadores", discursou.

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'O Abel só te dá energia positiva'

A passagem por empréstimo de Alan Empereur pelo Verdão foi curta. No entanto, ele guardou apenas boas lembranças de seus tempos de Palestra Itália.

O zagueiro gostou muito de ter trabalhado com o técnico Abel Ferreira, apesar de ter tido poucas oportundidades de treinar sob o comando de português, devido ao calendário insano da temporada passada.

"Quando eu cheguei ao Palmeiras, a gente teve pouco tempo para trabalhar. Na época, estavam acontecendo muitas partidas. A cada três dias tinha jogo! Não tinha muito tempo para treinar, pois era um jogo atrás do outro, mas a gente foi crescendo partida após partida, pois o Abel é um excelente treinador. Então, a gente trabalhou pouco, no sentido de treinos. Quando eu fui embora, só aí ele teve mais tempo para treinar", rememorou.

"O Abel é um ótimo motivador. É um cara que tem grandes ideias no futebol. Não vê só um modo de jogar. Ele estuda o adversário e vê de qual modo é melhor enfrentar. É um cara inteligente, que sabe colocar todo mundo dentro do grupo. Na época que eu estava lá, todo mundo estava feliz e trabalhava bem sob o comando dele. O Abel tinha um ótimo grupo e deu no que deu, conseguiu dois títulos muito importantes para o clube. Fizemos história, deixei muitos amigos lá com quem tenho contato ainda", afirmou.

"Abel é um treinador europeu, parecido com alguns que tive na carreira na Itália. Eles ficam muito dentro do clube, estudam muito, veem muitos vídeos, é bem o estilo europeu. Abel é um cara extremamente trabalhador, que sabe manter o grupo em harmonia e é sempre positivo. Você nunca vai conversar e ele vai te passar uma energia negativa. Pelo contrário, vai ser sempre positiva, pensando que podemos melhorar e que podemos ganhar de todo mundo. A energia que ele passa é muito boa", seguiu.

"Uma coisa importante é que ele sabe explicar bem o que quer para o jogador e se fazer entender. Fui muito feliz com ele na época que eu estava no Palmeiras, gostei muito de trabalhar com ele e todo o estafe. A organização do Palmeiras, aliás, nem se fala. Tem talvez o melhor CT do Brasil e uma estrutura muito boa", complementou.

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'A molecada brinca comigo até hoje'

Apesar de ter feito parte integral da histórica semifinal contra o River Plate na Libertadores e também ter conquistado a Copa do Brasil com o Palmeiras, Alan Empereur guarda a vitória sobre o Santos, na grande final continental, como seu momento favorito no Palestra Itália.

Naquela dia, o defensor entrou só nos acréscimos do 2º tempo, pouco depois que Breno Lopes abriu o placar para o Alviverde. Ele é frequentemente lembrado, porém, por ter invadido o campo de forma alucinada após o tento palestrino, sendo um dos primeiros a abraçar o herói da partida.

"Os meninos brincam até hoje comigo que a bola que o Breno (Lopes) cabeceou não tinha nem entrado no gol ainda e eu já estava em campo comemorando, porque eu fui o primeiro que saiu correndo para festejar (risos)", brincou.

"Foi uma emoção única. Não é todo dia que você ganha uma Libertadores, ainda mais em um templo como o Maracanã e contra um rival do porte do Santos. Na época, fizeram muitos comentários que a partida não foi bonita, mas final não é para jogar bonito, e sim para ganhar. Os times se estudaram muito, ninguém queria tomar gol, e foi o que aconteceu. No final, vencemos graças ao ótimo cruzamento do Rony e ao cabeceio perfeito do Breno, um golaço. O resto é história", bradou.

O zagueiro ainda ressaltou o fato daquele ter sido seu primeiro jogo no Maracanã em toda a vida, o que deixou a situação ainda mais marcante.

"Eu nunca tinha jogado no Maracanã, então a vitória naquele dia foi ainda mais especial, porque fomos campeões. Entrei faltando quatro minutos, eu e o Felipe Melo, e cada segundo daquele jogo vai ficar marcado para sempre para mim. Muita gente fala da semi contra o River, mas a emoção que se sente sendo campeão da Libertadores não tem comparação", disse.

"Contra o River, na ida, eu fiz talvez meu melhor jogo pelo Palmeiras, mas o que vou levar para sempre é a festa daquele dia no Maracanã, pois fui campeão na primeira vez que pisei no estádio", complementou.

Por fim, Empereur destaca que jogar pelo Palmeiras é uma pressão gigante, mas assegura que a equipe do Palestra Itália pode ainda faturar um título nesta temporada.

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"Creio que o plantel do Palmeiras é muito bom. Eu joguei lá e sei como funciona, sei que tem muita cobrança, mas, se você for analisar, o Palmeiras está na semi da Libertadores e lutando ponto a ponto pelo título do Brasileiro. Acho que tem boa chance de ser campeão esse ano, ou do Brasileiro ou da Libertadores. O Brasileirão não está decidido. A derrota recente para o Flamengo foi dura, mas o Fla é um timaço, tem grande elenco também. O Palmeiras pode, sim, ser feliz esse ano, porque tem um grande elenco e um ótimo treinador. Espero que ganhe alguma coisa na temporada, porque as pessoas que estão lá merecem, trabalham muito. Fico na torcida por eles", finalizou.