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Barcelona: Jaume Roures, 'mecenas' da gestão Laporta, quebra silêncio sobre saída de Messi: 'Não sei se foi por motivos econômicos'

Em entrevista ao jornal Mundo Deportivo, o empresário Jaume Roures, nome importante dos bastidores do Barcelona, deu sua versão dos fatos sobre a saída de Lionel Messi para o PSG.

O magnata, que é dono da Mediapro, gigante espanhola do ramo de cinema e TV, atua como uma espécia de "mecenas" no time catalão. Na última eleição presidencial, por exemplo, ele ajudou com 30 milhões de euros (R$ 185,24 milhões) para que Joan Laporta pudesse chegar a uma garantia bancária de 125 milhões de euros (R$ 771,84 milhões) - ou seja, 15% do orçamento blaugrana -, o que o permitiu participar e vencer o pleito.

Messi volta a campo pelo PSG no Campeonato Francês neste domingo, contra o Lyon, às 15h45 (de Brasília), com transmissão ao vivo e exclusiva para clientes Star+. Para mais informações, clique aqui.

Na opinião de Roures, a ida de Messi para o futebol francês foi além do tema econômico, que acabou sendo reportado como "versão oficial" para explicar o adeus do argentino no Camp Nou.

"Não tenho uma resposta exata (sobre o motivo da saída de Messi). Só sei que não havia nada assinado de fato com o Barcelona. Estava tudo apalavrado, com muitas coisas escritas (em contratos), mas nada assinado. Digamos que, nos dias prévios (ao anúncio da saída), as coisas se complicaram em todas as partes", afirmou.

"Não creio que (a saída) seja um tema dos avalistas. As coisas se complicaram na verdade mais do ponto de vista desportivo do que econômico", apontou.

"Messi fez todas as concessões que foram pedidas, ele mesmo disse isso e ninguém o desmentiu. Mas as coisas não são tão simples. Todos vocês sabem, e o próprio Messi manifestou, que ele tinha necessidade de ter uma equipe competitiva (para seguir no Barcelona). Ele dizia isso desde que se tornou capitão, sempre falava que com o time atual 'não ia dar' (para conquistar títulos)", acrescentou.

"Esse tema (da falta de elenco competitivo) foi um elemento que se juntou a outros temas, dentro da complexidade que foi casar tudo", complementou.

Em sua coletiva de despedida, Messi disse que abriu mão de cerca de 50% de seu salário para renovar com o Barcelona. No entanto, nem assim suas vencimentos se encaixariam nas novas regras de fair play financeiro impostas por LaLiga, e o time blaugrana teve que abrir mão de sua principal estrela.

A situação do clube catalão, aliás, é dramática. Nas últimas semanas, a equipe comemorou publicamente que alguns "medalhões" do elenco, como Busquets, Piqué e Jordi Alba, aceitaram reduções significativas de salários, o que foi essencial para que os culés conseguissem inscrever reforços como Memphis Depay, Éric García e Sergio Agüero para a disputa do Campeonato Espanhol.

Messi, por sua vez, foi para o PSG, clube no qual receberá um salário simplesmente astronômico, além de ter um elenco com nomes como Neymar, Kylian Mbappé, Sergio Ramos e Ángel Di María para seguir lutando pelo título da Champions League, que é seu grande objetivo na reta final de carreira.