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Como 'babilônia' impediu Giuliano, hoje estreante pelo Corinthians, de jogar no Santos

Relacionado por Sylvinho pela primeira vez, Giuliano inicia oficialmente neste domingo (8) sua história no Corinthians, em clássico contra o Santos, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

Contratado após deixar o futebol turco, o meia de 31 anos certamente não escolheu o adversário de sua estreia, mas o duelo chama atenção porque, há algumas temporadas, o Santos teve muito interesse em sua contratação.

Giuliano, no entanto, nem chegou perto de vestir a camisa santista. E a justificativa para isso é bem clara: uma pedida totalmente fora das condições do clube, que impediu que a negociação avançasse para um acordo.

O interesse do Peixe em Giuliano foi em julho de 2013, logo após a venda de Neymar para o Barcelona. O time brasileiro contava com um grupo de investidores e a parceria com a empresa Doyen Sports para se reforçar no mercado.

Depois de analisar alguns nomes, o Santos chegou até Giuliano, que na época atuava pelo Dnipro Dnipropetrovsk. Os clubes sequer precisaram iniciar uma negociação para o Peixe saber que o reforço estava fora da sua realidade.

Isso porque, semanas antes, o Internacional havia feito uma consulta pelo mesmo jogador ao Dnipro. Os ucranianos, antes de qualquer conversa, estipularam um valor mínimo de 9 milhões de euros, que na época correspondia a R$ 26 milhões (hoje seria pouco mais de R$ 55 milhões).

"Sobre o Giuliano, o clube não quer vender, não aceita nem conversar. Na verdade, pediu uma Babilônia. Só para vocês (jornalistas) terem ideia, a conversa começou com uma pedida de 9 milhões de euros", afirmou o diretor Luís César Souto de Moura.

Ao saber dos valores, o Santos evidentemente recuou.

"O Giuliano é um baita jogador, muito bom, mas é difícil por causa dos valores. Sabemos por terceiros que os valores pedidos foram muito altos", explicou o vice-presidente Odílio Rodrigues.

Um ano depois, Giuliano de fato voltou ao Brasil, só para jogar no Grêmio, que conseguiu um "desconto" e arcou com 6 milhões de euros para tirá-lo do Dnipro.

Após jogar no Sul e também por Zenit, Fenerbahce, Al Nassr e Istanbul Basaksehir, o meia agora veste as cores do Corinthians, que não precisou bancar nenhuma taxa de transferência para tê-lo.