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Dedé diz que Boca já foi muito favorecido, relembra expulsão sem lógica e ironiza: 'Vai na Conmebol e reclama'

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Dedé detona atitude de jogadores do Boca no Mineirão e dispara sobre 'choro' dos argentinos com arbitragem: 'Vai lá na Conmebol e reclama' (1:10)

Zagueiro conversou com exclusividade com o ESPN.com.br (1:10)

A partida entre Atlético-MG e Boca Juniors, pela segunda mão das oitavas de final da Conmebol Libertadores, foi marcada por muita confusão. O gol anulado pelo VAR dos argentinos revoltou os jogadores xeneizes que, após o confronto, partiram para cima dos atleticanos, tentando até invadir o vestiário.

Em entrevista ao ESPN.com.br, o zagueiro Dedé, que esteve envolvido em uma expulsão bastante polêmica contra o Boca em 2018, também pelo torneio continental, não viu a mesma reação dos jogadores argentinos quando levou o vermelho após dividida com Andrada.

"Por erros de arbitragem, já foram muitos (Boca beneficiado). Em 2013, contra o Corinthians, com a gente em 2018 (no Cruzeiro). Estávamos bem no jogo e o juiz me expulsou sem lógica. A situação do jogo é momentânea, chega ali e reclama, daqui a pouco, mais para a frente, acontece com eles, eles vão falar. E se fosse ao contrário, com o Atlético-MG também, eles não falariam nada, o Atlético iria reclamar e eles ficariam argumentando. Contra mim, não falaram nada que o juiz errou. Se os caras erraram, eles não têm que reclamar também não (risos)", começou por afirmar o defensor, antes de ironizar a revolta por parte da equipe xeneize.

"O Boca não pode pensar também que teve algum coisa porque eles já foram beneficiados. Se errou, vai lá na Conmebol e reclama. Eu penso assim (risos). Vai lá nos caras e reclama, o Atlético-MG não tem nada a ver com isso não".

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1:05

Cenas lamentáveis! Nos túneis, Boca e Atlético-MG entram em confronto e grades e lixos são arremessados

Confusão generalizada tomou conta dos caminhos aos vestiários

Sobre a confusão após o apito final, Dedé detonou a falta de respeito dos jogadores do Boca Juniors, que chegaram a arremessar bebedouros e grades de contenção, além de agredirem policiais e seguranças do Atlético-MG.

"Nunca tive problema com nenhum (argentino) não, mas foi muita sacanagem dos caras fazerem isso. A vontade era juntar e ir para o confronto, infelizmente isso é feio no futebol, mas os caras chegarem dentro da sua casa e quebrarem tudo porque não aceita perder, isso é muita sacanagem. Querendo invadir vestiário, os caras (do Atlético-MG) já trancados dentro do vestiário, os caras querendo invadir, todos sem camisa iguais uns marginais. Tá maluco, não pode não", finalizou.

Segundo o boletim de ocorrência, os jogadores e funcionários do Boca causaram uma briga nos vestiários, que envolveu polícia, seguranças e adversários.

No primeiro momento, somente as pessoas que participaram diretamente do tumulto iriam para delegacia, mas o técnico Miguel Ángel Russo fez questão que toda delegação xeneize se locomovesse e o ônibus da equipe ficou estacionado próximo ao local.

O clube argentino pagou uma fiança de 15.500 dólares (R$ 78,9 mil) para liberar os envolvidos. Apesar da confusão, ninguém do Boca foi detido.

Segundo o Atlético-MG, a confusão aconteceu quando o Boca tentou invadir os vestiários dos árbitros e depois do próprio time mineiro.

Além disso, foram relatados prejuízos materiais no Mineirão, com a depredação de vestiários, portas e bebedouros.