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PSG em outro mundo? Presidente de órgão francês revela situação dramática dos clubes: 'O pior está por vir'

Se por um lado o PSG movimenta o mercado e prepara um time galáctico, com as recentes contratações de peso de Donnarumma, Wijnaldum, Hakimi e Sergio Ramos, de outro, a realidade vivida pelos clubes na França parece ser bem diferente.

Jean-Marc Mickeler, presidente do Departamento Nacional de Controle de Gestão (DNCG), fez um alerta quanto a situação dramática dos clubes franceses, impactados pela crise causada pela pandemia da COVID-19 e pela diminuição de receita dos direitos de transmissão.

Em entrevista ao jornal Le Parisien, Mickeler, responsável por defender a causa dos times, acredita que as dívidas acumuladas e o atual modelo de gestão dos clubes podem levá-los ao fundo do poço.

''Em duas temporadas, eles perderam 700 milhões de euros (R$ 4,2 bilhões) em receitas: 400 milhões de euros (R$ 2,4 bilhões) de direitos de televisão e 300 milhões de euros (R$ 1,8 bilhões) de transferências. Quando adicionamos os outros elementos relacionados com a crise da COVID-19 (bilheteria e patrocínio, por exemplo), chegamos a um prejuízo de 730 milhões de euros (R$ 4,4 bilhões) em 2020-2021, que leva em consideração uma baixa de dívidas de mais de 250 milhões de euros (R$ 1,5 bilhões) dos acionistas'', disse.

O presidente do órgão fez ainda uma comparação com o levantamento feito da última temporada com a anterior, de 2018-2019. Segundo ele, a divída duplicou.

''Havia 500 milhões de euros em dívida no final da temporada 2018-2019. Estamos em mais de 1 bilhão de euros (R$ 6 bilhões) hoje. Os clubes estão financeiramente esgotados. Estamos até o osso'', afirmou.

Sobre o futuro, Mickeler disse que o prejuízo pode ainda aumentar, e que dependendo das transferências que foram feitas pelos clubes, nem os acionistas conseguiram ''tampar os buracos'' causados.

''No final da próxima temporada, dependendo das transferências realizadas, teremos um prejuízo entre 500 milhões e 1 bilhão de euros. Os acionistas terão que relaxar em uma situação em que vários me disseram: "Jean-Marc, você é legal, mas esta é a última vez." Muitos deles estão no fim de sua capacidade ou vontade de tampar os buracos. O pior ainda está por vir'', alertou.