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Eurocopa: Sterling cresceu idolatrando Ronaldinho do lado de Wembley e tatuou o sonho que pode virar realidade

Raheem Sterling é um dos candidatos a craque da Eurocopa. Com a finalista Inglaterra, que tenta encerrar um jejum de 55 anos sem títulos neste domingo contra a Itália, às 16h (de Brasília), foram três gols marcados e um pênalti decisivo sofrido para dar a vaga na decisão.

Tudo isso em Wembley, um estádio que o jogador do Manchester City passou a infância observando, a alguns metros de sua antiga casa. É que Sterling cresceu na rua Neeld Crescent, no bairro de Brent, a pouco mais de um quilômetro do palco da final deste domingo.

Ainda criança, ele tinha como ídolo Ronaldinho Gaúcho, como revelou certa vez ao site oficial do City. Foi o brasileiro que fez Sterling pensar em um dia em vestir a camisa 10, algo que realiza nesta Euro – na equipe de Manchester, ele é o 7. Mas o sonho não parava por aí...

Se você olhar bem no braço esquerdo de Sterling, estará tudo ali. Em meio às diversas tatuagens do jogador, há um menino com a camisa 10 segurando uma bola e olhando para Wembley. “É uma tatuagem do estádio. Quando eu era jovem, eu andava ao redor de Wembley, passava por ali de bicicleta”, contou ele, em 2018, às vésperas da Copa do Mundo.

“Espero que um dia eu possa usar o número 10 naquele estádio, estar em casa, e quem sabe ser o Rei de Wembley um dia”, projetou, na ocasião. Três anos depois, o sonho está próximo.

Logo na estreia na Euro, contra a Croácia, foi de Sterling o gol da vitória por 1 a 0 em Wembley. “Sempre disse que se jogasse em Wembley, em um grande torneio, e marcasse, estaria no meu 'jardim de casa'. Eu disse: 'Tenho que marcar'. E é ótimo ter conseguido”, celebrou.

Depois, contra a República Tcheca, repetiu a dose, no triunfo por 1 a 0. Nas oitavas de final contra a Alemanha, mais um gol, nos 2 a 0. Por fim, na semifinal contra a Dinamarca, foi ele quem sofreu o pênalti convertido por Harry Kane, que assegurou o 2 a 1 na prorrogação.

Do outro lado dos trilhos de trem, próximos ao estádio, está a casa onde Sterling viveu por cinco anos, com sua mãe Nadine. Ele era ainda um aspirante a jogador, nas categorias de base do Queens Park Rangers. Dali, no futebol, ganhou protagonismo no Liverpool, até chegar no Manchester City, em 2015.

Curiosamente, a chance de coroação como “Rei de Wembley” com a Inglaterra pode vir em uma temporada que esteve longe de ser das melhores de Sterling. No City, foram apenas 14 gols e o status de titular absoluto com Pep Guardiola ameaçado diante do crescimento de Phil Foden, seu companheiro também na seleção da Inglaterra.

Jornais ingleses chegaram, inclusive, a especular a possibilidade de o atacante ser envolvido em um possível negócio da equipe de Manchester com o Tottenham por Kane, outro astro do time de Gareth Southgate. Se precisava da Eurocopa para provar seu valor, Sterling tem conseguido...

Agora é a hora de o sonho (e a tatuagem) virarem realidade.