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Presidente do Bahia revela bastidores da nova Liga de clubes e diz: 'Decidimos ocupar uma cadeira de protagonismo no futebol'

A criação de uma Liga de clubes para organizar o Campeonato Brasileiro esquentou o futebol nacional nesta semana. Com a presença dos 20 clubes da Série A e desejo de participação dos times da Série B, esta estrutura independente será debatida por dirigentes de equipes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Um dos articuladores desta nova organização, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, deu detalhes do projeto em entrevista ao Rolou o Melão, podcast exclusivo dos canais ESPN.

Em entrevista a Gustavo Zupak, Eugênio Leal e Mário Marra no Episódio #7 do programa, o dirigente detalhou o cenário decisivo para que a Liga de clubes pudesse ser colocada em prática: a união dos clubes brasileiros.

“Tenho oito anos acompanhando a política do futebol e nunca vi os clubes unidos como vejo nesse momento. Como explica a união? Primeiro pelo amadurecimento dos próprios clubes. A gestão, a forma, o refresco mental que tem acontecido. E do outro lado a necessidade e vacância do poder. Isso é muito claro”, disse Bellintani.

“Na política não há cadeira vazia. Quando está vazia, alguém vai lá e ocupa. E nós decidimos ocupar uma cadeira de protagonismo no futebol brasileiro”.

Clique no player abaixo e ouça NA ÍNTEGRA a conversa com Guilherme Bellintani.

Mas o desejo de ao menos 40 times brasileiros em formarem uma liga independente foi aceita pela CBF? Segundo comunicado emitido pela entidade na terça-feira (15), 'os clubes apresentaram uma carta com solicitações coletivas, que serão objeto de análise interna'.

Otimista sobre o andamento das conversas com os representantes da Confederação Brasileira de Futebol, o presidente do Bahia garantiu que a Liga é inegociável.

“O clima com a CBF, por mais que tenha sido muito franco, verdadeiro e objetivo, não tem espaço para negociações que não sejam de formação da Liga. A formação da Liga não está em negociação. O que está em negociação são os desdobramentos dessa formação. Ainda assim é um clima bom, positivo. Não é um clima belicoso”.

“Têm pessoas que compreendem e respeitam a história dos clubes e o direito de eles requererem isso. Podem divergir, mas respeitam o direito de pleitearmos”.

“Entendo também que há um determinado momento da história que você tem que estar mais antenado com a realidade. Se não estiver, ela se vinga de você. Ela se autoproclama. Não dá para brigar com algumas realidades. É esse o caso agora. A minha expectativa é de que a gente tenha uma relação muito equilibrada com a CBF. Assim como sempre acreditei na união dos clubes, estou acreditando que essa transição do futebol brasileiro vai ser pacífica e harmoniosa”, apontou o presidente do Bahia.

“Agora, eu diria que não há a hipótese de não aceitar. Esse campeonato é feito pelos clubes. É lógico que a gente pode ter desdobramentos. Como vamos participar de competições sul-americanas se a Conmebol decidir não reconhecer a Liga? Isso pode ser um problema? Pode. Acho um contrassenso, já que vários países da América do Sul têm liga e elas são reconhecidas”.