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São Paulo cria 'máquina de gols' que não acontecia há 19 anos e tem missão de desemperrar no Brasileiro

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Reinaldo castigou São Paulo com assistência, gol e 'dancinha' pela Chapecoense em 2017; relembre (1:30)

Há 4 anos, em duelo realizado no Pacaembu, o lateral-esquerdo, hoje no São Paulo, brilhou no empate por 2 a 2; Gilberto e Arboleda salvaram o Tricolor Paulista na ocasião (1:30)

O São Paulo enfrenta a Chapecoense nesta quarta-feira (16), no Morumbi, para tentar solucionar um problema: o time que tem um ataque como há muito não se via no clube, mas que vive uma seca até surpreendente no Campeonato Brasileiro.

São três jogos no Brasileirão, todos sem balançar as redes: empate com Fluminense no Morumbi e derrotas seguidas para Atlético-GO e Atlético-MG, ambos fora de casa. É o pior início do clube na competição desde 1985, quando só dois atletas do atual elenco eram nascidos.

É possível explicar a arrancada pouco inspirada do São Paulo de algumas formas: desfalques importantes (Daniel Alves, Benítez...), "ressaca" do título paulista, nível dos adversários e, também, o rendimento do ataque, que tão bem funcionou em outros momentos.

Desde a chegada de Hernán Crespo, o São Paulo anotou 58 gols em 27 partidas, somando Paulistão, Copa do Brasil, Conmebol Libertadores e também Brasileiro. Uma média de 2,14 gols por jogo, o que garantiu o melhor ataque do estadual e fez o time eliminar o 4 de Julho com goleada por 9 a 1.

A última vez que o Tricolor teve média tão alta de gols foi em 2002: 137 gols em 58 jogos, o que significa 2,36 por partida. Aquele time, entre primeiro e segundo semestres, tinha nomes d epeso como Luis Fabiano, Kaká, Reinaldo e França.

Quem mais se aproximou desde então foi o São Paulo de 2005, com média de 2,10 gols por jogo (166 bolas na rede em 79 atuações). Essa temporada está na história tricolor, pelos títulos paulista, da Libertadores e do Mundial de Clubes.

Se esse elenco já tirou o clube da fila de oito anos sem conquistas, o desafio agora é sair da zona de rebaixamento e começar um caminho melhor no Brasileiro. Para isso, precisa de gols.