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Dirigente do Flamengo defende volta de público a jogos: 'Você acha que só contrai COVID em estádio de futebol?'

Em entrevista ao jornalista Venê Casagrande, o vice-presidente de relações externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como BAP, voltou a defender o retorno do público aos estádios no Brasil.

Segundo BAP, a decisão de ainda não ter público nos estádios é política, e ele justifica isso ao mostrar outros exemplos em que ocorre o trânsito de pessoas mesmo em tempos de pandemia.

O Brasil já ultrapassou a marca das 480 mil mortes pela COVID-19. Segundo o site "OurWorldinData", apenas 11% dos brasileiros já foram completamente vacinados com as duas doses do imunizante.

"No Brasil, você pode fazer praticamente tudo novamente. Você vê ruas engarrafas, bares lotados, shopping cheio de gente sem máscara. Então, a vida, de uma forma ou de outra, está se normalizando em todas as áreas, claro que com protocolos, preocupações, mas em geral existem protocolos pra que isso possa acontecer. E o único lugar que não pode ter público nenhum é estádio de futebol", disse BAP.

"Vamos comparar com shopping. É fechado, tem ar condicionado, você não sabe se aquele ar é reciclado. E o que se diz é que 15-20min é o suficiente pra você se contaminar, e, no entanto, você pode ir ao shopping. Por que no estádio, sendo aberto, você não poderia botar 20%, 30% da capacidade, com protocolos? Não existe nenhuma informação técnica que se opõe a isso. É muito mais por uma questão politica e de hipocrisia, do que de qualquer outra coisa", completou.

O Flamengo lutou para ter público na final do Campeonato Carioca, no Maracanã, mas foi barrado, e a decisão contra o Fluminense ocorreu com portões fechados.

"A gente podia ter aproveitado esse momento recente pra gente fazer um retorno com 5-10mil, com afastamento, com todos os protocolos rígidos e nós iríamos aprendendo com esses protocolos, pra que a gente possa construir o retorno do público seguro aos estádios. Se não fosse esses outros lugares, teriam um controle muito mais restrito do que estão tendo. Ou você acha que só contrai COVID de forma seletiva em estádio de futebol?", questionou.