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Após eliminação, Abel diz que enfrenta 'pressão diária' no Palmeiras e pede reação imediata

Logo depois da surpreendente queda para o CRB, na 3ª fase da Copa do Brasil, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, disse que a pressão em cima dele não aumenta no Palestra Itália, já que a dificuldade é "diária" no Verdão.

Em sua coletiva depois do jogo, o português pediu reação imediata ao time e garantiu que ainda consegue ver fome de vitórias no elenco multicampeão em 2020.

"A pressão de quem joga e trabalha no Palmeiras é diária. Nós sempre jogamos para ganhar, contra quem for, e por isso estamos sempre pressionados", afirmou.

"Agora, temos dois dias para recuperar e temos uma jogo em casa (contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro) para tentar dar a resposta no sábado", lembrou.

"A Copa do Brasil era uma competição que a gente queria voltar a chegar à fase decisiva e ganhar outra vez. Mas agora a Copa já não é mais para nós. Temos que aceitar isso, que estamos fora, é isso que tenho a dizer", lamentou.

"Temos agora que assumir essa desilusão. Amanhã, é normal que nossos jogadores tenham algumas dúvidas... Mas são os mesmos jogadores e a mesma comissão técnica (que ganhou títulos no ano passado)", argumentou.

"A partir de amanhã, vamos fazer uma reflexão e tentar voltar mais fortes. Tentar dar uma resposta positiva no próximo jogo e mostrar que essa equipe, que já ganhou, quer continuar a ganhar", complementou.

Sobre a péssima fase do Alviverde em cobranças de pênaltis, Abel ainda falou em "sorte" e "competência".

Em 2021, o Palmeiras perdeu nas penalidades na Supercopa do Brasil, na Recopa Sul-Americana e agora na Copa do Brasil.

"Para mim, pênalti é competência e também um bocadinho de sorte. Hoje, não tivemos essa felicidade, e temos que aceitar o que Deus nos deu hoje", salientou.

"Hoje, Deus entendeu que a sorte não devia estar conosco. Entendeu que devia premiar o esforço de como se defendeu o nosso adversário. Então, temos que aceitar", seguiu.

"Temos que aceitar. De fato, são muitas decisões em pênaltis que perdemos, e, na minha opinião, tem a ver com a capacidade mental de estar calmo e fresco, porque a pressão dos pênaltis é muito grande, ainda mais para uma equipe que tinha tudo a perder contra uma que não tinha nada a perder", complementou.