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Caboclo já é 'ignorado' por vices e diretores da CBF, e movimento agora é por sucessão

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Rogério Caboclo é acusado de assédio sexual e moral por funcionária da CBF; Gustavo Hofman explica (0:42)

Presidente da CBF vive momento delicado no comando da entidade (0:42)

A situação de Rogério Caboclo como presidente da CBF é cada vez mais delicada. Após parecer retomar algum fôlego político com o movimento de levar a Copa América para o Brasil, o dirigente viu não só a manobra virar-se contra si como o cenário ficar ainda pior com a apresentação, nesta sexta-feira (4), de denúncia de assédios moral e sexual por parte de uma funcionária da entidade. Agora, o movimento nos bastidores já é por sua sucessão.

E isto passa, especialmente, pelo comportamento de vices e diretores da CBF, que têm evitado qualquer contato com o mandatário do futebol brasileiro, o que já não o consideram mais, apurou o ESPN.com.br.

Em uma eventual saída de Caboclo, quem assumiria imediatamente é Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, de 82 anos e que teria até 30 dias para convocar eleição que, de acordo com o estatuto da entidade, só pode ter como candidatos os atuais oito vices.

Além do próprio Nunes, são eles Antônio Aquino, Castellar Neto, Ednaldo Rodrigues, Fernando Sarney, Francisco Noveletto, Gustavo Feijó e Marcus Vicente.

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Gravações e prints

A funcionária que fez a denúncia contra Rogério Caboclo tem gravações que totalizam quase uma hora de conversas indicando os assédios moral e sexual que ela alega ter sofrido - o caso foi revelado com exclusividade pelo ESPN.com.br em 12 de maio.

A mesma possui, ainda, dezenas de prints de conversas em aplicativos de mensagens de celular que também corroborariam sua versão.

Tudo isto será entregue à Comissão de Ética da CBF, responsável por conduzir a investigação da denúncia apresentada à Diretoria de Governança e Conformidade do órgão. Os responsáveis prometeram "agilidade" na investigação.

Caboclo, por meio de seus advogados, emitiu nota se posicionando na noite desta sexta-feira.

"A defesa de Rogério Caboclo responde que ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio. E vai provar isso na investigação da Comissão de Ética da CBF", declarou o entorno do mandatário.

Tiro pela culatra

Quando Caboclo tratou diretamente com Conmebol e governo federal para levar a Copa América para o Brasil, após Argentina e Colômbia não terem condições sanitárias e sociais para sediar a disputa, viu-se a ação como uma manobra dele para ganhar fôlego político.

E até pareceu que funcionaria. Mas a entrevista coletiva de Tite na quinta-feira (3) mudou tudo, já que o técnico da seleção brasileira deixou claro haver uma insatisfação dele, de sua comissão e, principalmente, dos jogadores com a transferência da competição para o país sem os mesmos terem sido comunicados de nada previamente.

Neymar e outros cinco atletas foram os responsáveis pela conversa em tom de cobrança com o presidente da CBF na quarta-feira (2), ainda na Granja Comary, em Teresópolis (região serrana do Rio de Janeiro).

Com o incômodo em relação a Caboclo, há até a possibilidade de não se disputar a Copa América. E jogadores da seleção brasileira que atuam no exterior vêm buscando contato com atletas de outros times nacionais envolvidos no campeonato continental da Conmebol para avaliar o cenário.

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