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Guga comenta como foi jogar em meio a protestos na Colômbia: 'Pior coisa da minha vida, não tinha condições'

O Atlético-MG superou o clima de protestos na Colômbia para vencer o América de Cali por 3 a 1 e garantir sua vaga no mata-mata da Conmebol Libertadores. A partida, porém, ficou marcada por cinco paralisações por conta de gás lacrimogênio dentro do estádio.

Após o duelo, o lateral-direito Guga relatou como foi sua experiência dentro do gramado, apontando como uma das piores sensações que já sentiu.

“Pior coisa da minha vida. Nunca tinha passado por isso. Não tinha condições, tanto que a gente não conseguia ficar dentro de campo, ardia tudo, olho, garganta, nariz. Uma das piores sensações que eu já passei dentro de um campo de futebol, espero nunca mais passar”, disse.

Perguntado sobre a conversa no vestiário durante o intervalo, o jogador revelou que Cuca pediu que a equipe se entregasse ainda mais para superar o clima hostil e conseguir a classificação adiantada.

“Tivemos uma conversa, sim. Porque, o jogo, além de ser muito difícil e importante, tinha toda a confusão fora do estádio. Era necessário que a gente tivesse uma concentração, uma entrega a mais, porque estava muito difícil. Primeiro tempo, principalmente, estava muito ruim de jogar. E a gente tinha que manter o foco, a atenção para não se perder na partida”, afirmou.

“A conversa no vestiário, o professor Cuca disse para que a gente voltasse para o segundo tempo e entregasse um algo a mais. A gente sabia da importância que era a vitória aqui hoje, então, a gente voltou mais focado, unido, para entrar em uma guerra, mesmo, dentro de campo, para sair com os três pontos”, finalizou.

O Galo lidera o grupo H da Libertadores com 10 pontos. Na próxima semana, a equipe pede assegurar a liderança, em caso de vitória contra o Cerro Porteño.