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Atlético-MG: Rodrigo Santana coloca clube entre os quatro melhores do Brasil e afirma: 'Fizemos um trabalho que surpreendeu'

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Galo segunda força? Ex-Atlético afirma em que posição clube está, hoje, com investimentos (1:14)

Rodrigo Santana falou com exclusividade ao ESPN.com.br (1:14)

Eliminado na fase de grupos da Conmebol Libertadores, vice do Campeonato Mineiro e semifinalista da Copa Sul-Americana: parece que faz tempo, mas esses foram alguns resultados do Atlético-MG de 2019, antes da chegada de muitos reforços e de investimento.

Nesta quinta-feira (13), às 21h, o Galo enfrentará o América de Cali, fora de casa, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores. O FOX Sports transmite o duelo ao vivo, com acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br.

Presente em parte da campanha feita há dois anos, o técnico Rodrigo Santana avaliou o time atual como um dos melhores do país, graças aos investimentos em contratações, em entrevista recente ao ESPN.com.br.

“Eu acredito que está no top 4 do Brasil, com certeza. O Palmeiras tem um elenco muito bom, o São Paulo. O Flamengo, acredito, continua sendo o melhor elenco disparado. Consigo ver jogadores que são mais decisivos nos jogos grandes. Tem jogadores que se der meio metro, criam uma jogada, ou fazem o gol, ou deixam alguém na cara”, disse.

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Ex-Atlético cita ponto em que diretoria 'se precipitou' em 2019 que impediu ida para Libertadores

Rodrigo Santana falou com exclusividade ao ESPN.com.br

“O Grêmio vem se reforçando muito, também, e o Atlético está fazendo por onde. Fez um bom Brasileiro, pelo que foi investido, continua investindo mais. Agora, pela chegada do Cuca, deve contratar mais jogadores da característica boa. O Atlético, se conseguir manter uma regularidade boa, elenco vai ter, peças de reposição, para competir, tanto na Libertadores, quanto no Brasileiro”, completou.

Rodrigo ainda relembrou seu período como interino do clube e avaliou que pode ter sido vítima da própria expectativa que foi criada pelo bom início.

“Eu acredito que a gente fez um trabalho que surpreendeu, pelo momento em que a gente vivia. No momento que a gente assumiu, tinha cobrança no CT, na sede, vinha um momento muito difícil, porque o adversário vinha bem no ano. E a gente conseguiu, tanto ganhar o último jogo da Libertadores, como fizemos um bom jogo na final do Mineiro”, afirmou.

“Emendamos três vitórias no Brasileiro, foi dando confiança, fomos passando na Copa do Brasil, na Sul-Americana. No momento em que estava como interino, conversava muito com a diretoria, que vinha dizendo que estava gostando do trabalho. Só que a equipe foi engrenando”, relembrou.

Rodrigo ainda citou que, na reta final, o elenco curto acabou atrapalhando para melhores resultados, já que sofreu com lesões de alguns jogadores, e apontou onde a diretoria acabou se precipitando.

“Não tínhamos elenco para jogar três competições, e jogar Sul-Americana é muito difícil, porque a gente não joga nas capitais. Você vai jogar na Venezuela, no Uruguai, Paraguai, dificilmente, você joga nas capitais. É mais desgastante, com clima diferente do Brasil. O elenco reduzido, ninguém esperava algum título, ainda conseguimos ficar 17 rodadas no G4 do Brasileiro, uma gordura muito grande, competindo com Flamengo, Palmeiras, Grêmio”, avaliou.

“Com a saída da semifinal (da Sul-Americana), nós, completamente desfalcados, jogadores machucados, em seleção sub-23 e da América do Sul, pegamos uma sequência muito dura, que era com Palmeiras, que era vice-líder, o Flamengo e o Grêmio. Então, no momento em que estávamos mais desfalcados e saindo da Sul-Americana, pegamos essas três pedreiras. E eu ainda falei que seria difícil ganhar ponto naquele momento, mas íamos ter jogadores voltando, ia começar a pegar as equipes da zona de rebaixamento, dava para ir para a Pré-Libertadores. Foi aí que eles se precipitaram e acabaram trocando. Mas a gente acredita que, se tivesse ficado, conseguiria, ao menos, uma vaga na pré-Libertadores”, analisou.