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Fluminense: Como a influência de Nenê e Fred ajuda 'moleques de Xerém' a evoluírem na equipe

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Um dos grandes trunfos do Fluminense desde a temporada 2020 é a mescla da experiência de veteranos com a juventude de jovens da base. E dois pilares dos nomes mais velhos são Fred, aos 37 anos, e Nenê, aos 39.

Os dois jogadores mais velhos da equipe não se destacam só tecnicamente, mas também no vestiário, com conselhos e dicas para os jovens que sobem para o time profissional.

Em entrevista recente ao ESPN.com.br, o técnico Odair Hellmann, comandante da equipe em boa parte da temporada 2020, detalhou como os dois usam de sua influência para conseguir mostrar aos mais jovens que eles fazem parte daquele ambiente, além dos conselhos dados aos jogadores.

“São dois caras fantásticos, dois profissionais exemplares, com carreira brilhante e que estão até hoje brilhando e jogando e jogando em alto nível, mas muito pela pessoa que são. Eu costumo dizer que eles são ídolos, né? Em relação a jogador de futebol, os meninos, os mais jovens, tem essas referências, o Fred e o Nenê são referências pra eles, são ídolos”, avaliou.

“E aí, quando eles sobem aos profissionais e eles estão juntos do grupo de trabalho, e esses caras os tratam iguais, ou pelo contrário dão atenção maior pra eles, em todos os sentidos, de protegê-los, de cobrar, de falar: ‘Cara, eu já vivi essa experiência aqui, esse caminho para ti não dá, vai por aqui’. Não só dentro do campo, mas fora do campo”, completou.

Nenê, também em conversa recente ao ESPN.com.br, reforçou o que foi exposto por Odair, ainda usando o exemplo de John Kenndey sobre como as brincadeiras surpreendem os mais novos.

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“Eu acho que, primeiramente, o acolhimento que a gente tem com eles de demonstrar que todos somos iguais e mostrar que eles têm total liberdade de cobrar ou dar alguma opinião de alguma coisa. Mas, principalmente, de eles continuarem a fazer o que vinham fazendo na base”, afirmou.

“O grupo sempre tenta dar essa confiança, essa liberdade. Mostrar que não somos experientes fechados, que a gente brinca com todo mundo. O John Kennedy é um ótimo exemplo. Ele fica meio sem acreditar. ‘Como assim, esse cara está dançando na academia?’”, relembrou.

Na montagem do elenco, em janeiro de 2020, Odair já sabia que teria que saber balancear o elenco por conta da média de idade baixa entre os jogadores e que ter jogadores mais velhos foi algo pensado.

“Lá no início da montagem, se fala muito até da idade do grupo de jogadores do Fluminense, que nós sabíamos que tínhamos muitos jovens, que nós tínhamos que agregar experiências, pra no meio do caminho, ou quem fosse jogar, ou quem fosse conquistar o seu espaço pra jogar, já ser uma disputa sadia entre nós”, avaliou.

“Lá dentro, no dia a dia, os jogos, mas nós precisávamos desse alicerce em termos de jogadores para a sustentação de um momento ruim, de uma derrota, de uma desclassificação. Porque eles já têm essa experiência, eles já viveram isso, esses caras incorporaram todas as situações do Fluminense, e por isso que fizeram um ano maravilhoso ano passado, e vão fazer outro esse ano”, declarou.

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Boa parte dos jogadores do Fluminense, atualmente, é formado nas categorias de base do clube. Olhando para o time titular que Roger Machado tem utilizado na Libertadores, cinco atletas são joias oriundas de Xerém.

A que tem tido mais holofotes, recentemente, é o jovem Kayky, de 17 anos, já vendido para o Manchester City por 10 milhões de euros (cerca de R$ 63,4 milhões na cotação atual), com possibilidade de variáveis.

Na última quinta (6), o atacante marcou o seu primeiro gol na Conmebol Libertadores, se tornando o jogador mais novo da história do clube a marcar na competição. O empate contra o Junior Barranquilla deixou a equipe na liderança do grupo D, empatado com o River Plate.

Nesta quarta (12), pela quarta rodada da fase de grupos, o time receberá o Santa Fe, no Maracanã. No primeiro enfrentamento entre os dois, vitória tricolor na Colômbia por 2 a 1.