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Técnico do Del Valle, sobre querer 'devolver' goleada no Palmeiras: 'Não existem muitos times no mundo capazes de fazer 5 gols neles'

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Técnico do Del Valle diz que quer devolver 5 a 0, mas elogia Palmeiras e compara time de Abel com o Grêmio: 'Equipe 10 vezes mais trabalhada' (1:35)

Renato Paiva falou sobre o adversário desta terça pela Libertadores (1:35)

Atual campeão da Conmebol Libertadores, o Palmeiras volta a campo nesta terça-feira, às 21h30 (Brasília), no Equador, para enfrentar o Independiente Del Valle. O time alviverde lidera o grupo A com 9 pontos, contra 4 dos equatorianos e do Defensa y Justicia.

No primeiro duelo contra o Del Valle, no Allianz Parque, o time alviverde aplicou uma goleada de 5 a 0. Em coletiva nesta segunda-feira, o técnico do time equatoriano, o português Renato Paiva, disse não querer "vingança" pelo placar.

"Se gostaria de fazer cinco no Palmeiras? Eu gostaria de fazer 10, 15... mas precisamos olhar quem somos e quem está do outro lado. E olhando a qualidade individual e coletiva que tem o Palmeiras.... eu não acho que existam muitos times no mundo capazes de fazer cinco gols neles”, disse Paiva.

“Amanhã vamos perceber em que medida o campo sintético teve alguma influência no resultado do Brasil, porque eu acho que teve. Amanhã jogaremos no fantástico gramado do Casa Blanca e teremos também a altitude, que pode influenciar no desempenho do Palmeiras”, analisou.

“Precisamos corrigir o que não fizemos bem no Brasil: em questão de eficácia defensiva, perdas de bola que geraram gols deles, e também para converter as chances que criamos”, completou o técnico, afirmando que irá jogar para cima.

"(vamos para cima) Porque estamos no prejuízo, porque o Palmeiras tem 5 pontos a mais, porque brigamos pelo 2º lugar e porque jogamos em casa. Se fora já jogamos assim, por que não o faríamos aqui? Esse não é nenhum segredo, porque Abel me conhece e eu o conheço”.

Paiva também disse que o Palmeiras é superior ao Grêmio, equipe que o Del Valle eliminou na última fase da pré-Libertadores.

“Eu penso assim: quando os times são muito bons, você precisa tirar o conforto deles diminuindo tempo e espaço de seus jogadores, que são muito bons e podem, sim, quebrar a sua pressão. Mas eu prefiro isso do que baixar as linhas e esperar que o Palmeiras suba”, disse.

“Temos mania de fazer comparações, como por exemplo entre Palmeiras e Grêmio. Entre Palmeiras e Grêmio eu só comparo a qualidade individual dos jogadores, porque em questões coletivas o Palmeiras é um time 10 vezes mais trabalhado do que era o Grêmio [eliminado pelo Del Valle]”, analisou.