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'Rebeldes' da Superliga podem ser banidos da Champions por dois anos; veja quais são os clubes

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Ingleses e espanhóis se enfrentam nesta quarta-feira, a partir das 16h00, pela semifinal da competição (2:25)

A Uefa está pronta para tomar ações disciplinares contra os clubes que aderiram à Superliga e ainda não anunciaram publicamente sua saída do projeto, múltiplas fontes disseram à ESPN.

Isso pode resultar na punição máxima do código disciplinar da organização, que é uma suspensão de dois anos da Champions League e Europa League.

A Uefa passou os últimos 10 dias em conversas com os 12 clubes em um esforço para uma punição menor e extrair dos mesmos um compromisso formal de não mais tentar formar a Superliga. Até quarta-feira, segundo fontes da ESPN, a entidade que rege o futebol europeu havia chegado a um acordo com sete clubes: Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham Hotspur. A Inter de Milão estava próxima de um acordo também, ainda não fechado.

Os quatro clubes restantes -- Juventus, Real Madrid, Barcelona e Milan -- mantiveram suas posições até agora e podem ser punidos pela Uefa por, entre outras coisas, violarem o código 51 do estatuto que diz que "Alianças ou combinações entre clubes afiliados, diretamente ou indiretamente, de diferentes membros de associações da Uefa não podem ser formadas sem a permissão da Uefa"

Os quatro clubes "rebeldes" acreditam que estão em uma posição forte já que os documentos originais registrados na Uefa e Fifa diziam que a Superliga estava pedindo à organização "permissão" para o campeonato e "reconhecimento" ao invés de romper com a entidade.

Segundo fontes da ESPN perto do grupo, a Uefa violaria uma injunção concedida por um tribunal de Madri se iniciasse um processo disciplinar.

Se nove dos 12 clubes que se comprometeram com a Superliga formalmente desistirem, baseado no próprio estatuto, o projeto seria formalmente terminado, fontes disseram à ESPN. Por isso a Uefa espera convencer mais dois clubes a abandonarem formalmente a ideia.

Presidente da Uefa, Aleksander Ceferin indicou que ele deve tratar os casos individualmente em buscar diálogo com os 12 clubes

"Para mim é clara a diferença entre os clubes ingleses e os outros seis. Eles saíram fora primeiro, admitiram o erro. Existem três grupos desses 12 -- os 6 ingleses, que saíram primeiro, depois os outros três (Atlético de Madrid, Milan e Inter) e aí os que acham que a terra é plana e acham que a Superliga ainda existe (Barcelona, Real Madrid e Juventus). E há uma enorme diferença entre esses. Mas todos serão responsabilizados".