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De Jô e Sessegnon a De Bruyne e Neymar: como City e PSG mudaram nível de reforços desde primeiro duelo

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Manchester City x PSG: Gustavo Hofman analisa confronto e dá palpite sobre quem se classifica para a final da Champions (1:08)

Manchester City e Paris Saint-Germain se enfrentam nesta terça-feira pela partida de volta das semifinais da Champions League; ingleses venceram o primeiro confronto por 2 a 1 (1:08)

Se hoje Manchester City e Paris Saint-Germain são protagonistas no futebol europeu, protagonizando uma das semifinais da Champions League, e do mercado de transferências da Europa com estrelas como De Bruyne e Neymar de cada lado, no primeiro encontro entre as duas equipes, a história foi diferente.

Na temporada 2008/09, os dois times acabaram sorteados na mesma chave da Copa da Uefa e, na penúltima rodada, se enfrentariam em Manchester. Se hoje o confronto tem uma grande dimensão, na época, a expectativa era baixa.

No lado dos citizens, havia um maior alarde. Aquele era o primeiro ano do xeque Mansour como dono do clube e o investimento era maior, com contratações como Robinho, Jô, Nigel de Jong e Shaun Wright-Phillips.

Os nomes não tinham o impacto que, nos anos seguintes, o clube causaria, mas chegaram para mudar o patamar da equipe comandada por Mark Hughes e dar mais esperança para um torcedor que estava há anos em um jejum de títulos.

O PSG, por sua vez, ainda não via a cor do dinheiro vindo do Catar e as grandes contratações da temporada eram jogadores renomados em fim de carreira, como foram os casos de Claude Makélélé e Ludovic Giuly, egressos de Chelsea e Roma, respectivamente.

Mas o nome mais caro que reforçava o time naquela temporada era outro. Contratado do Le Mans, Stéphane Sessègnon chegaria por módicos 8 milhões de euros para reforçar o time da capital francesa.

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1:08

Manchester City x PSG: Gustavo Hofman analisa confronto e dá palpite sobre quem se classifica para a final da Champions

Manchester City e Paris Saint-Germain se enfrentam nesta terça-feira pela partida de volta das semifinais da Champions League; ingleses venceram o primeiro confronto por 2 a 1

Nos bancos de reservas, os nomes também eram muito diferentes dos padrões atuais. O lado inglês, como já dito, era comandado por Mark Hughes, hoje sem clube, enquanto Paul Le Guen, hoje no Le Havre, comandava os franceses.

Dentro de campo, o grupo A da Copa da Uefa, que viraria Europa League no ano seguinte, era formado por City, PSG, Twente, Racing Santander e Schalke 04.

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1:06

Time 'cada vez mais maduro' e fatores que podem decidir: Mário Marra projeta e opina para Manchester City x PSG

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Em dois jogos, o PSG tinha feito somente um ponto, enquanto o City tinha seis e encaminhava seu lugar como um dos três classificados, faltando mais duas rodadas a serem disputadas.

Mas, se alguém esperava uma grande partida das duas equipes, ficou com um singelo empate sem gols.

No lado francês, os nomes mais famosos a estarem em campo eram Makelele, Mamadou Sakho, Mateja Kezman e Giuly, que entrou na segunda etapa.

O time inglês tinha mais opções conhecidas, como Joe Hart, Zabaleta e Kompany, membros de muitas conquistas do time nos anos seguintes, além de Sturridge, Elano, Jô e Dieter Hamann, já em final de carreira.

Os bancos de reservas contavam com mais nomes que hoje podem ser citados como folclóricos, se o olhar for sobre os times atuais. O Paris tinha o lateral Ceará, campeão do mundo com o Internacional, enquanto o City contava com Kasper Schmeichel, então garoto, como arqueiro reserva.

No final das contas, os dois times se classificariam para o mata-mata do torneio, sendo eliminados na mesma fase, as quartas de final. Enquanto os citizens perderam por 5 a 4 no agregado para o Hamburgo, o Dínamo de Kiev conseguiu um 3 a 0 sobre os parisienses.

Os dois times, agora ricos, voltariam a se encontrar nas quartas da Champions em 2016, quando os ingleses, com um 2 a 2 na França e uma vitória por 1 a 0 em casa, se classificaram. Agora, a vantagem segue na terra da Rainha, após a virada por 2 a 1 no Parc des Princes, com o PSG precisando vencer os rivais pela primeira vez na curta história.