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City campeão inglês: Gundogan compensa falta de gols de Agüero e coroa melhor temporada da carreira

O Manchester City joga pela primeira vez como atual campeão inglês nesta sexta-feira (14). Ao vivo na ESPN Brasil e no ESPN App, a máquina de Pep Guardiola visita o Newcastle United, no St James' Park, pela 36ª rodada da Premier League.

É seguro dizer que, mesmo em um time tão bem treinado e com muitas qualidades, não haveria título em 2020/21 se não houvesse Ilkay Gundogan. O meio-campista alemão vive, de longe, a melhor temporada da carreira.

Mas o que impressiona é que, para viver seu momento mágico com a camisa azul e branca, ele precisou se reinventar e, de certa maneira, assumir a responsabilidade de duas lendas da história do clube.

Gundogan soube aproveitar o espaço deixado por David Silva, armador classudo eternamente na memória da torcida inglesa, e se firmou como "dono do time" no momento mais delicado e importante da temporada.

O começo do City não foi dos melhores. Teve até goleada em casa para o Leicester City, por 5 a 2, um dos três jogos que Gundogan sequer esteve em campo. Sim, poucos se lembram, mas o camisa 8 teve COVID-19 e ficou ausente na abertura da Premier League.

A volta foi aos poucos, com 25 minutos contra o Arsenal, pela quinta rodada. Ficou no banco contra o Tottenham, em uma derrota por 2 a 0 que o City dominou a posse de bola, mas não encontrou caminhos para furar o "ônibus" de José Mourinho.

Até que veio dezembro e, com ele, um Gundogan jamais visto. Desfalcado pela lesão de Kevin de Bruyne, o City precisava de um novo protagonista. E achou na figura do alemão, que se mostrou mais do que um armador.

De 15 de dezembro a 13 de janeiro, o meia anotou incríveis 11 gols, sendo dois contra o Liverpool, em Anfield, e dois contra o Tottenham, em um 3 a 0 que vingou a derrota no primeiro turno.

Foi, de longe, a melhor marca da carreira de alguém que chegou até a jogar de primeiro volante em Manchester e que ganhou mais liberdade para contribuir ofensivamente com o time.

Gundogan soma 12 gols na Premier League, o que, de um jeito inesperado, até compensou a quase ausência do grande artilheiro do time: Sergio Agüero, que, às turras com lesão, vive uma última temporada em Manchester sem o brilho de outrora.

Em um time com estrelas de calibre internacional e protagonismo quase sempre nas costas de Kevin de Bruyne, Gundogan viveu seu momento de glória. Decisivo e iluminado, o alemão agora tem outra meta: levar os Citizens ao sonhado e inédito título da Champions League. A final contra o Chelsea será em 29 de maio.

Se a decisão fosse entre dezembro e fevereiro, certamente o sucesso passaria pelos pés do meio-campista. E agora, dá para fechar o mágico ano com chave de ouro?