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Atlético-MG vê dívida disparar para R$ 1,2 bilhão; confira detalhes

O Atlético-MG divulgou detalhes de suas demonstrações financeiras nesta sexta-feira, durante o evento virtual "Galo Business Day", e apresentou números assustadores para seus torcedores.

Segundo o diretor de finanças e orçamento do clube, Paulo Braz, o endividamento líquido do time subiu R$ 462 milhões em 2020, chegando a R$ 1,209 bilhão, apesar da equipe ter fechado o ano fiscal com superávit de R$ 19 milhões.

Desse montante, 42% (ou R$ 507,78 milhões) requerem "ação imediata", como dívidas com bancos e de pagamentos com a Fifa (que inclusive podem resultar em punições esportivas, como perda de pontos e proibição de registrar novas contratações).

"O Atlético acumula déficit. Acontece há 40 anos. O Galo foi 'pedalando', e o problema foi crescendo", ressaltou Rafael Menin, vice-presidente do Conselho Deliberativo atleticano.

22% (ou R$ 265,98 milhões), por sua vez, são dívidas relativas ao Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).

De acordo com Paulo Braz, o crescimento da dívida foi impulsionado principalmente pelo investimento de R$ 253 milhões em atletas em 2020, com a maior parte sendo através do mecenato dos investidores da construtora MRV.

O diretor, porém, salientou que, atualmente, o Galo tem patrimônio que supera o valor do endividamento líquido.

"Temos R$ 1,3 bilhão de patrimônio contábil, com crescimento de R$ 481 milhões de 2019 para 2020. E isso não inclui a mais-valia dos jogadores, o que daria mais do que R$ 1,5 bilhão", explicou.

"Investimos R$ 253 milhões em atletas (em 2020). O valor do elenco hoje é de R$ 630 milhões. Temos, sim, dívida, mas patrimônio muito maior", argumentou.

Braz também salientou que, com a demissão de 205 funcionários (o número de empregados caiu de 736 para 531), houve bom corte na folha salarial do clube.

"A economia mensal é de R$ 1,104 milhão", relatou.

Essa é uma das primeiras medidas para chegar à meta traçada pela diretoria, que é alcançar o ano fiscal de 2026 devendo R$ 341 milhões.

"Esse é o alvo. Para isso que estamos trabalhando e temos equipe gigante aqui", assegurou.

As outras medidas são: ter R$ 200 milhões de teto na folha salarial anual; gastar R$ 50 milhões em compras de atletas; arrecadar R$ 120 milhões em vendas de atletas; ter 33% do elenco profissional seja de revelações da base.