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Jornal: Real 'culpa' clube inglês por fracasso da Superliga: 'Assinou, mas não estava convicto'

Nos últimos dias, o mundo do futebol viu uma 'bomba atômica' ser lançada com a criação da Superliga, que teria como membros 12 dos clubes mais ricos do continente europeu. Porém, após protestos de torcedores, das entidades e federações, os clubes desistiram do torneio e anunciaram a saída da organização.

Em entrevista ao programa de rádio El Larguero, Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, teceu duras críticas aos clubes que desistiram do torneio e deu a entender que o Manchester City não estava muito convicto da nova organização, o que fez com que desistisse no primeiro protesto.

"Houve um dos clubes ingleses que não pareceu tão interessado e isso se espalhou para os outros. Eles assinaram o contrato, mas já vimos que não estavam convencidos. E então a avalanche começou, a Premier League ‘esquentando as coisas’. Eles disseram: ‘Vamos nos retirar por agora’. Havia um clube que você poderia dizer que não estava tão interessado, mas eles trabalharam conosco e se inscreveram", disse o presidente.

"O de Manchester viu a campanha dizendo que isso mataria as ligas, que não permitiria mérito [esportivo] , que era o fim do futebol. Tem gente que tem privilégios e não quer perdê-los, mesmo que isso estrague o futebol. Quando os ingleses me ligaram [na terça-feira], nos encontramos para ver o que poderíamos fazer. Eles tentaram, mas disseram: ‘Olha, não vamos fazer isso’", dando a entender que seria o Manchester City.

Florentino Perez ainda explicou o porquê acredita que os clubes ingleses desistiram tão rápido da Superliga e ainda cutucou os donos das instituições por não se preocuparem com dinheiro.

"Porque eles viram a atmosfera. A Uefa transformou em show. Foi como se tivéssemos lançado uma bomba atômica. Talvez não tenhamos explicado bem, mas eles não nos deram a chance. Por quê? Porque eles não queriam que fizéssemos. Nunca vi tanta agressividade. Foi orquestrado. No dia seguinte, eles nos mataram. Eles estavam esperando por nós. Acho que eles sabiam que íamos fazer isso. Houve ameaças, insultos, como se tivéssemos matado futebol".

"A maioria dos proprietários não são ingleses. Eles não querem ganhar dinheiro, eles têm times na América, amam o esporte e se encontraram em uma posição que não esperavam. Eles são velhos, eles ficaram com medo", finalizou o mandatário espanhol.