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Vasco: diretor explica como Série B vai definir futuro de Cano: 'A gente não fez carnaval dizendo que ele ia ficar'

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A um gol de alcançar o ex-meia Dejan Petkovic - com 28 - como maior artilheiro estrangeiro da história do Vasco, o atacante Germán Cano segue sendo um dos pilares do atual elenco cruz-maltino. Por parte da torcida do clube carioca, incusive já existe receio quanto a um futuro adeus do argentino, que tem contrato apenas até o final deste ano.

Nesta terça-feira (20), após a entrevista coletiva de apresentação do volante Rômulo, novo reforço do Vasco, quem falou foi o diretor executivo do clube, Alexandre Pássaro, que abriu o jogo sobre o futuro do atacante argentino em São Januário. Segundo o dirigente, tudo dependerá do aumento das receitas do Cruz-Maltino, que disputará a Série B na atual temporada.

"Lógico que vamos tratar do assunto do Cano no momento certo. Eu estive com o empresário dele ainda em março. De todos esse jogadores, foi o primeiro que conversamos sobre a sequência e manutenção. A gente não fez nenhum carnaval dizendo que ele ia ficar. Ele tem contrato. No momento certo, falaremos. A gente sabe que precisamos de um direcionamento. A gente precisa esperar, especialmente no caso dos que ganham mais, como é o Cano, um direcionamento nosso na Série B. Tudo depende do nosso ano que vem. É claro que a gente não cogita a hipótese de não subir. Mas vamos ter de trabalhar muito, ter aproveitamento bom desde o começo", começou por dizer.

"Só de campeão brasileiro tem cinco (na Série B) e, em conta rápida, acho que outros cinco podem lutar para subir. Toda a nossa receita e o nosso planejamento para o ano que vem, dependem deste ano. O caso dele e de outros... a gente não pode comprometer a parte financeira renovando o contrato do Cano sem ter a garantia de receita. A principal vem da Série A. A gente vai costurar isso, estamos na mesma página com o empresário. O Cano sabe que estamos nesse momento", concluiu.

Além de Cano, Pássaro também falou sobre a situação do meio-campista paraguaio Matías Galarza, uma das revelações das categorias de base da equipe de São Januário. Emprestado pelo Olimpia até janeiro de 2022, o jogador de 19 anos tem passe fixado em 700 mil dólares (R$ 3,9 milhões), isso caso o Vasco queira contratá-lo em definitivo, mas este valor pode aumentar. E de acordo com o diretor, o teto do clube é 1 milhão de dólares (R$ 5,5 milhões) na negociação.

"O número que a gente sempre trabalha é US$ 1 milhão. É o valor total do contrato. Se a gente conseguir alguma negociação mais vantajosa, é lucro. O Vasco, todos sabem, não tem uma receita nova. Então, qualquer compra feita agora ou na frente tem um custo. Quando se compra, se dispara gatilhos do contrato. Exemplo hipotético: se o salário é 5 e passa a 80, tem esse custo de 75 mil pelo tempo antecipado. Ainda tem comissão... Estamos atentos para fazer o melhor para o Vasco. O empresário dele Régis (Marques), meu amigo, quer criar esse assunto e essa apreensão na torcida. Mas eu falei para ele que a cada live que ele participar, a comissão será reduzida", disse Pássaro, brincando sobre o agente de Galarza.

Já sem mais chances de se classificar para a semifinal do Campeonato Carioca, o Vasco cumpre tabela contra o Resende, no próximo sábado (24), pela última rodada da Taça Guanabara.